Lilito Monteiro(Rodolfo Fernandes), Marcelo Oliveira(João Dias), Sael Melo(Porto do do Mangue), Wellinson Ribeiro(Canguaretama) e Luiz Eduardo(Maxaranguape).



05 prefeitos do Rio Grande do Norte deixaram o cargo durante o ano de 2021. 03(três) renunciaram ao cargo, 1(um) teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, e o outro foi afastado por decisão judicial.


Relembre os casos:


Na cidade de Rodolfo Fernandes(na região Oeste Potiguar):


O empresário Francisco Wilton Cavalcante Monteiro(MDB) foi o primeiro gestor a entregar o cargo em 2021. Lilito Monteiro, como é mais conhecido, ficou apenas 13 dias no cargo. Em 14 de janeiro ele se afastou do cargo por 90 dias, alegando questões de saúde. Naquela ocasião, o vice Flávio Morais(Flávio de Tico), assumiu a chefia do executivo na condição de prefeito interino.


Porém, no dia 04 de março, Lilito decidiu por sua saída definitiva, renunciando ao cargo, e o vice Flávio foi efetivado no cargo.


Na carta direcionada à Câmara Municipal, ele disse que “a decisão de renúncia foi fruto de uma profunda reflexão pessoal, em nada se relacionando a pessoas, a estruturas partidárias e políticas, ou a qualquer causa administrativa e funcional”.


A chapa Lilito Monteiro/Flávio foi eleita em 2020 com 1.932 votos(53% dos válidos), derrotando as adversárias Claudinha Cavalcante(Progressistas), que recebeu 1.582 votos (43,40%), e Neide Nazário (PT) que obteve 131 votos(3,59% dos válidos).


Em João Dias(também na região Oeste):


Após a renúncia de Lilito Monteiro, foi a vez do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira(PP), deixar a função. Marcelo ficou no cargo por 4(quatro) meses, afastando-se da gestão no mês de maio. Repassou o cargo para a sua vice, a advogada Damária Jácome, também do PP, que assumiu interinamente o comando da Prefeitura.


Somente no dia 23 de julho, Marcelo protocolou seu pedido de renúncia na Câmara de João Dias, porém publicada apenas no dia 27 no Diário Oficial da FECAM, e também da FEMURN. Em sua justificativa, o ex-gestor também alegou questões de saúde.


Já no dia 29 do mesmo mês, a Câmara Municipal deu posse definitiva a prefeita Damária Jácome. Inclusive, o poder legislativo do município é comandado pelo vereador Laete Jácome, pai de Damária.


A chapa Marcelo/Damária venceu a Prefeitura de João Dias no pleito de 15 de novembro de 2020, pelo Progressistas, conquistando 1.366 votos(o equivalente a 50,86% dos votos válidos). Na ocasião, eles derrotaram a então prefeita e candidata à reeleição, Dra. Tássia(PSD), que obteve 1.320 votos(49,14%). Uma diferença de apenas 46 votos.


Porto do Mangue(no Vale do Assú):


O prefeito reeleito de Porto do Mangue, Sael Melo(MDB) foi afastado do cargo por três vezes, por decisão da Justiça do Rio Grande do Norte.


Sofreu seu primeiro afastamento no dia 18 de junho, pelo prazo de 90 dias, em decorrência da Operação Terceiro Mandamento, do Ministério Público do RN, que investiga atos de improbidade administrativa. Ele conseguiu reassumir o cargo em 18 de setembro.


Mas, em 18 de outubro sofreu novo afastamento, inicialmente pelo prazo de 60 dias. Em 03 de novembro, a Justiça prorrogou o afastamento do gestor por mais 120 dias. Ou seja, mantendo ele fora da Prefeitura por até 180 dias(06 meses).


Desde então, ele vem tentando retornar ao cargo, mas a Justiça tem negado seus recursos. Enquanto isso, o vice Francisco Faustino(PROS) segue respondendo interinamente pela chefia do poder executivo portomanguense.


Sael Melo ingressou oficialmente na vida pública no ano de 2016, ao se eleger prefeito de Porto do Mangue, à época pelo PHS, com 2.192 votos(55,09%). Conseguiu se reeleger no pleito de 15 de novembro de 2020, desta vez pelo MDB, conquistando 2.222 sufrágios, o equivalente a 52,44% dos votos válidos.


Canguaretama(no Litoral Sul do Estado):


O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte deu provimento a um recurso contra a expedição dos diplomas do prefeito e da vice-prefeita de Canguaretama, Wellinson Carlos Dantas Ribeiro(PP) e Maria de Fátima Moreira(Cidadania), respectivamente. A Corte Eleitoral também determinou a consequente realização de novas eleições para os cargos no município. A votação do recurso, que teve início na sessão plenária do dia 2 de setembro, foi concluída no dia 16 daquele mês.


A apelação foi movida pelo diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Canguaretama, que apontou a inelegibilidade de Wellinson Ribeiro nas Eleições de 2020. O órgão partidário apontou que uma condenação criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região em face de Ribeiro pela prática de crimes contra a fé pública e crime de responsabilidade o tornaria inelegível.


A Corte Eleitoral já negou diversos recursos do gestor, mantendo sua cassação. No dia 03 de dezembro, Wellinson e Fátima do Murim deixaram os cargos. A Prefeitura está sob a gestão interina do presidente da Câmara Municipal de Canguaretama, vereador Wilsinho(PTB), que inclusive é irmão de Wellinson.


Nas eleições de 2020, Wellinson (PP) teve 48,82% dos votos válidos - foram 9.046 votos no total. O candidato derrotou Irmã Lila (PSDB), que ficou em segundo lugar com 32,73% (6.064 votos). Antes disso, ele já havia governado o município no período 2009-2012.


OBS: Além de Wellinson, mais 4(quatro) prefeitos tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral em 2021: Wanessa Morais(Serra de São Bento); Rossane de Germano Patriota(Ielmo Marinho), Dejinha Macêdo(Pedro Velho) e Guilherme Amâncio(Lagoa de Pedras). Porém, eles continuam nos cargos, recorrendo da cassação.


Maxaranguape(na Grande Natal):


O prefeito reeleito de Maxaranguape, Luiz Eduardo Bento da Silva(Solidariedade) assinou seu termo de renúncia no dia 22 de dezembro de 2021, com seus efeitos valendo a partir de 01º de janeiro. Ele abdicou do cargo para se dedicar à pré-campanha de deputado estadual para as eleições de 2022.


Ele foi substituído pela vice-prefeita Maria Erenir Freitas de Lima(PSD), mais conhecida por Professora Nira, que ficará no cargo até 31 de dezembro de 2024.


Luiz Eduardo conquistou seu primeiro mandato no executivo maxaranguapense no pleito de 2016, à época pelo PSD, com a expressiva votação de 5.375 votos. Reelegeu-se em 2020, pelo PSDB, com 4.950 votos(66,26%).


OBS: Além das situações citadas acima, o município de Guamaré passou por uma eleição suplementar, pois o candidato vencedor em 2020 (Hélio Miranda, do MDB), estava com o registro de candidatura sub-judice. Ele não chegou sequer a tomar posse. O munícipio ficou sob a gestão interina do presidente da Câmara Municipal, Eudes Miranda(irmão de Helio), durante 11 meses. Em novembro o arquiteto Arthur Teixeira(PSB) venceu o pleito suplementar, e assumiu a gestão do município.

Fonte: Portal Fatos do RN

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