Dois minutos antes da queda de avião que matou Marília Mendonça, um piloto de Caratinga conversou com o também aviador Geraldo Júnior, que conduzia a aeronave que caiu na última sexta-feira (5). A interação ocorreu por radiofrequência naquela tarde, e Geraldo teria afirmado que estava “pegando a perna do vento”.

A expressão utilizada pelo piloto é um jargão técnico da aviação que significa que ele estava na última etapa do pouso, já prestes a alcançar a pista. Em resposta, o outro aviador, que preferiu não ter o nome divulgado, disse que também tinha a intenção de pousar no Aeroporto de Caratinga, mas que ainda faltavam dez minutos para chegar.


Quando pousou em segurança como previsto, ele soube que o colega não havia conseguido o mesmo. O piloto que conversou com Geraldo é experiente no mapa cartográfico da região, e depôs na investigação sobre as possíveis causas da queda.

A interação entre os pilotos faz parte de um procedimento comum no Aeroporto de Caratinga. Ela ocorre para avisar sobre o pouso minutos antes de ele ocorrer, já que não é preciso fazer reserva para usar a pista. O aeroporto em questão é, na verdade, um aeródromo terceirizado, não possui voos comerciais e, portanto, não precisa de torre de segurança.

Antes do pouso, é necessário também que o piloto consulte um documento intitulado “carta de aproximação” para ficar ciente dos obstáculos presentes no perímetro de 4 km da pista. No entanto, as torres da companhia elétrica Ceming não constam no documento, pois não entraram na obrigatoriedade do registro.

Acredita-se que o avião com Marília, que voava mais baixo que o adequado quando ocorreu o acidente, tenha se chocado contra um dos fios. O fio teria se enrolado no eixo entre a hélice e um de seus motores, e provocado a queda.

Pleno News

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