quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Observatório internacional irá apoiar eleições 2022, diz Barroso





O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou, nesta quarta-feira (22), que o Brasil contará com um observatório internacional para acompanhar as próximas eleições.


O mesmo ocorreu no pleito de 2020, quando houve apoio de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). Este fora um dos tópicos abordados pelo ministro durante discurso na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Mais uma vez, Barroso ressaltou que o sistema do TSE é “impenetrável”.


– Os sistemas do TSE não estão imunes a ataques, assim como nenhum sistema no mundo. Estamos reforçando cada vez mais a cibersegurança, mas vale destacar que, mesmo que o sistema eleitoral seja derrubado, não há como fraudar as eleições. Isso porque as urnas brasileiras não entram em rede. Não tem como hackear uma urna eletrônica – garantiu.

O ministro afirmou que são 25 anos sem registro de fraude comprovada.

– Acabamos com a fraude que sempre foi uma marca do processo eleitoral brasileiro ao longo do império, da república, e até mesmo pós 1988, quando tínhamos problemas com contagem e manuseio de votos. Esse é um balanço legítimo que traz integridade e reforça a vontade e a força popular dentro da democracia brasileira – disse.

Barroso também não se furtou em se referir ao presidente Jair Bolsonaro, com quem vem protagonizando embates sobre as urnas.

– Temos um presidente, eleito com 58 milhões de votos, atacando o próprio sistema que o elegeu. É natural ter essa desconfiança quando se tem uma máquina governamental trabalhando, diuturnamente, contra o sistema eleitoral. Mas esse grau de desconfiança é pequeno. Cerca de 70% das pessoas acreditam e preferem o sistema de votação eletrônico – declarou.

O TSE divulgou, no dia 9 de setembro, os nomes dos integrantes da Comissão de Transparência das Eleições. A criação da comissão é uma das medidas com finalidade de “ampliar a transparência das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro’.

Na semana passada, Barroso, enquanto presidente do TSE, foi a Moscou, na Rússia, para acompanhar as eleições legislativas locais como observador. Ele fora convidado pela Federação Russa e conversou com autoridades russas sobre o voto eletrônico.

Pleno News

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