sábado, 5 de dezembro de 2020

Cristofobia: Partido Comunista obriga chineses a tirar imagens cristãs de suas casas



Relatos de cristãos na China mostram que o governo do presidente Xi Jinping tem elevado a perseguição religiosa no país. Entre as medidas citadas estão a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos até o fechamento de igrejas e prisão de seus membros.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a tradicional igreja cristã Early Rain foi fechada na cidade de Chengdu, no sudoeste do país. Mais de 100 membros foram detidos. O líder religioso Wang Yi e sua mulher estão presos sob acusação de incitar a subversão - crime que pode ser punido com até 15 anos de prisão. Muitos dos que não foram detidos estão escondidos e sequer podem voltar para a cidade.


O diário britânico Daily Mail cita casos em que autoridades destruíram símbolos religiosos no mês de julho. Esse tipo de situação teria ocorrido nas províncias de Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang. Funcionários entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede.

O site especializado em religião Bitter Winter afirmou que, na Província de Shanxi, imagens religiosas foram retiradas e substituídas por fotos de líderes comunistas. Na Província de Anhui, autoridades teriam entrado em uma igreja cristã e exigido que a cruz fosse tirada, segundo a Radio Free Asia.

Embora os diplomatas estrangeiros testemunhem os problemas em primeira mão e os condenem em particular, relutam ir a público, incapazes de obter amplo apoio ou não querendo pôr em risco os vínculos financeiros com a China. De sua parte, a China afirma que os seus centros de detenção criados pelo Estado, cercados por altos muros, são fundamentais para a sua luta contra o extremismo islâmico.

Graças ao seu poderio diplomático e econômico, a China tem conseguido abafar as críticas. Autoridades chinesas convenceram alguns países a apoiar publicamente Pequim nessa questão, principalmente países muçulmanos da África, Ásia e Oriente Médio.

Com informações do The New York Times/Estadão



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