domingo, 18 de outubro de 2020

Igreja Universal é acusada de homofobia

 



Ricardo Feltrin
UOL

A drag influencer, apresentadora e cantora Sophia Barclay, 20 anos, afirma ter sofrido ofensas e que foi alvo de homofobia dentro de uma Igreja Universal da zona oeste do Rio.

Ela afirmou para a coluna do Ricardo Feltrin, no UOL, que foi ridicularizada por ser drag e estar maquiada na quinta-feira passada (08).

Sophia frequenta a igreja há cinco anos e afirma que foi a primeira vez que foi humilhada em público.

No entanto, relata que já é alvo de discriminação de outros fiéis há tempos.

Ela é uma das muitas integrantes do movimento LGBT que passaram a frequentar a Universal em 2015, ano em que Edir Macedo declarou pela 1ª vez que gays eram bem-vindos aos templos de sua instituição.

O caso relatado por ela com o segurança ocorreu na última quinta no templo localizado à rua Barão de Laguna, 150. É a chamada sede de Santa Cruz.

O agravante: ela estava acompanhada de um amigo, Ilton, com deficiência física e mental.

Esse deficiente, diz Sophia, teve o uso do banheiro negado pelo mesmo segurança.

Sophia afirma que está levando o caso às autoridades, e que está recebendo apoio de amigos, entidades e movimentos de direitos civis.

Na mesma noite ela relatou ter visto também um garoto de rua ser expulso das proximidades da igreja por dois seguranças, sendo que um estava armado.
Outro lado

Em nota enviada para a coluna do Ricardo Feltrin na tarde desta quinta-feira (15), a Unicom enviou o seguinte esclarecimento a respeito do caso de Sophia:

Senhor jornalista,

Sendo um dos principais alvos do preconceito no Brasil, a Igreja Universal do Reino de Deus é rigorosamente contra qualquer tipo de discriminação, a qualquer pessoa.

A Universal sempre foi conhecida como um lugar que acolhe a todos, independentemente de seu passado ou presente, pois essa é a base da fé cristã.

Segundo sua própria declaração, Sophia Barclay frequenta a Universal há cinco anos e, portanto, sabe que o incidente citado não condiz com o procedimento normal da Igreja.

Sophia e todas as pessoas da comunidade LGBT continuam sendo bem-vindas nos cultos da Universal.

Os fatos do incidente estão sendo apurados e serão usados para as devidas orientações aos envolvidos. (UNIcom — Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal).

Fonte: UOL – Ricardo Feltrin

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