domingo, 24 de maio de 2020

Fatasma do PSDB de Rogério Marinho produz rejeição


O esforço do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, em dar ao PSDB maior peso eleitoral neste ano, expandindo diretórios e filiando pré-candidatos a prefeito e vereador, tem encontrado um problema que vai resultar nas eleições municipais deste ano. A rejeição ao partido entre os eleitores é crescente e sentido por todos os que estão filiando, por influência de Ezequiel. A má imagem do partido é associada ao ex-deputado Rogério Marinho, hoje ministro, tido como o pai da reforma trabalhista do Governo Temer que retirou direitos dos trabalhadores. Essa rejeição, inclusive, respingou nele nas eleições de 2018, quando foi derrotado para deputado federal. “O povo não esqueceu” – disse um político da região. Se não bastasse a reforma trabalhista, Rogério articulou e defendeu a reforma da previdência, que causou estragos para aposentadoria do servidor público, dos mais pobres e dos portadores de deficiência. O PSDB, agora tido como o partido que joga contra os trabalhadores e a população mais carente, quer eleger prefeitos para se fortalecer e trazer para as prefeituras o modelo que defendeu nas reformas trabalhista e previdenciária, tirando direitos, fortalecendo a arrecadação de impostos e privatizando. A situação traz reflexos na região salineira, onde em Tibau e Grossos o PSDB negociou a filiação de pré-candidatos a prefeito, Lidiane Marques e Cinthia Sonale, que agora passaram a conviver com o fantasma da imagem de Rogério Marinho, o privatista, perseguidor dos trabalhadores e defensor dos ricos, como dizem as pessoas, e que certamente vai querer participar da campanha ditando ideias para seus candidatos.

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