terça-feira, 1 de outubro de 2019

Cristãos cubanos não podem ter Bíblias e nem sair do país


Diversos líderes religiosos foram convidados, mas não puderam participar de encontros sobre liberdade por serem fora da ilha.

Após aprovação da nova Constituição, houve um enfraquecimento na liberdade religiosa em Cuba. Uma das formas utilizadas para restringir práticas religiosas é negando acesso a mídias estatais para comunidades religiosas. Isso limita a possibilidade de educação religiosa e a provisão de recursos humanitários e pastorais.

O governo exige que os grupos religiosos registrem qualquer publicação, além de limitar o número de colaboradores religiosos estrangeiros que podem entrar no país e restringir a entrada e distribuição de certos materiais religiosos, incluindo Bíblias. De acordo com o relatório, “em março de 2018, o governo cubano bloqueou 17 mil cópias da Nova Versão Internacional da Bíblia de entrarem no país, argumentando que apenas traduções antigas são permitidas”.

Durante o último ano, o governo manteve a restrição da livre movimentação de pastores e outros ativistas religiosos, banindo quaisquer viagens internacionais. “Em 2018, o Instituto Patmos, uma organização social civil cubana fundada pela Igreja Batista Ebenezer, registrou 121 casos em que indivíduos, incluindo diversos líderes religiosos, foram proibidos de viajar para fora da ilha”. Algumas dessas pessoas foram convidadas a participar de encontros sobre liberdade de religião e crença convocadas por igrejas e organizações cristãs do exterior.

Baseada nas informações do seu Relatório Anual de 2019, a Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF, da sigla em inglês) posicionou novamente Cuba em uma lista de países que se envolvem ou toleram violações de liberdade religiosa, o designando como um “país particularmente preocupante, sob a Lei de Liberdade Religiosa Internacional”.
Portas Abertas ]

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