sexta-feira, 19 de julho de 2019

Regime cubano impede saída de pastores do país, denuncia entidade evangélica



A Aliança de Igrejas Evangélicas de Cuba (AIEC) denunciou que o governo proibiu pastores país de saída estavam indo para os Estados Unidos para participar de um evento de Liberdade Religiosa realizada na cidade de Washington.

Os pastores que não foram autorizados a sair de Cuba eram Moisés e Alida Leon Esquivel Prada Báez, ambos membros da AIEC executivo.

De acordo com um comunicado da Aliança Evangélica Latino-Americana (AEL), foi-lhes dito que não poderiam viajar para Washington, porque a Segurança do Estado (o órgão repressivo do governo nacional) havia negado a saída do país de ambos.
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De acordo com fontes próximas à AIEC, “obviamente não é desejado apresentar em Washington a situação de conflito, marginalização e discriminação à qual grande parte da congregação evangélica cubana está sujeita”.

O Reverendo Moises de Prada é também o Superintendente Geral da Igreja “Assembleias de Deus” em Cuba, que tem uma adesão de 300.000 fiéis. Por sua parte, a reverenda Alida León Báez é a presidente da Igreja “Liga Evangélica de Cuba”, uma denominação que tem cerca de 100.000 paroquianos ativos em todo o território nacional cubano.


Segundo a AEL, nos últimos meses o governo cubano atacou a Aliança de Igrejas Evangélicas de Cuba, por sua posição contra a aprovação constitucional do casamento entre homossexuais em Cuba. Assim como algumas restrições à liberdade religiosa: como a eliminação do direito à liberdade de consciência, que parecia suprimida na nova Constituição cubana implementada no início de 2019, entre outras.

A Aliança das Igrejas Evangélicas de Cuba representa quase um milhão de fiéis evangélicos cubanos, o que significa quase 10% da atual população cubana. Segundo a declaração da AEL, a Igreja Evangélica Cubana está recebendo importantes pressões, que impedem o exercício de suas liberdades fundamentais, já que não deseja fazer parte da agenda oficial do governo cubano.

A Aliança Evangélica Latina (AEL) lamenta a situação e insta as alianças de seus membros, representando 22 países de língua espanhola, a rezar fervorosamente por uma situação tão delicada. Além disso, rejeita qualquer ato de discriminação e censura. E encoraja os irmãos cubanos a permanecerem comprometidos com o Senhor Jesus Cristo e sua Igreja para a extensão do Reino de Deus e sua Justiça.

“Esperamos em nosso Senhor que a expressão do Evangelho em cada país seja livre e especialmente em Cuba, para que o cidadão comum conheça o amor de Jesus Cristo e o plano de Deus para cada pessoa que o reconhece como Senhor e salvador” disse o pastor Rubén Proietti, presidente da AEL.

(Com CBN AL)

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