terça-feira, 21 de março de 2017

O Pão dos Defuntos (Os. 9.4) - Por Marlon Araújo


Na cultura judaica o pão é mais do que um símbolo que um alimento, também é um sinal de hospitalidade, longas desculpas são dadas se não for possível oferecer pão fresco a um convidado. A cerimônia Judaica do sábado começa com 4 bençãos; 1º as crianças são abençoadas, 2º o vinho é abençoado, 3º as mãos são lavadas, faz-se silêncio, e então, com muita reverência o pão é abençoado; e todos dizem "bendito seja, ETERNO DEUS, governador do universo, que faz nascer o pão da terra" cada um parte um pedaço do pão, salga-o (da forma como era salgados os antigos sacrifícios), come-o e grita SHABBAT SHALOM! é assim o SHABBAT KIDDUSH, ou a benção sabatina. Os rabinos usam questões públicas para transmitir instruções; eles não parte o pão com facas, dizem que ao parti com facas está sendo violento com ele. Na antiguidade o pão feito de cevada ou trigo era o elemento principal da vida; carne e vegetais eram complementos, (Gn 25.34 e Rot 2.14) não tinha talheres; o pão servia de colher e garfo, isto pode ser observado na última ceia pascoal de JESUS. O pão parecia com as pedras calcárias do deserto as cores eram similares, por isso que o diabo desafiou-o a transformá-las em pão. JESUS até contou uma parábola sobre o filho que pede pão ao pai;Mt 7.9. O mazzot o pão era visto como a dádiva principal que crescia da terra sustentava a vida; Jó 28.5 e Is 30.23. A cada sábado 12 fogaças de pão eram assadas com incenso,uma para cada tribo, eram dispostas sobre uma mesa e oferecidas a DEUS; eram os pães da proposição, ou o pão da face, porque eram colocados perante a face de DEUS. O pão atrai uma cascata de imagens no mundo Bíblico: alimento fundamental, sacrifício, comunhão e hospitalidade, nenhuma refeição podia ser servida sem pão, nenhuma comunhão pode ser concebida sem uma refeição; ter comunhão com bons amigos e partir o pão com eles, (At 2-46 e At 20-7). Mais aqui no livro do profeta Oséias a palavra fala do pão dos lamentadores; era um pão que se comia em velório. estaria imundo cerimonialmente, porque estava próximo do morto; Dt 26-14, depois do enterro as pessoas se reuniam para comerem esse pão. Literalmente o pão da morte, tem muita gente comendo desse pão imundo: pois o pão é vida que brota do solo, as pessoas se alimenta das desgraças alheias e se ajunta nos seus jantares difamatórios e junto com o pão da morte, trazem a panela do diabo cheia de venenos para se alegrarem com a morte de alguém, quando os crentes tem que ter amor e amor; e essa palavra está fora dos gabinetes pastorais e também dos nossos púlpitos. Mais eu me disfarço de morto para pode enterrar o coveiro; porque eu não como o pão que o diabo amassou, mais me alimento do pão que amassou a cara do diabo, JESUS O PÃO DA VIDA, Jo 6-35.

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