quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Profeta Ezequiel e os ídolos Cardiogramas (Ez.14.3) - Por Marlon Araújo


O profeta Ezequiel, contemporâneo de Jeremias e Daniel, foi um dos israelitas levados para o exílio na Babilônia, quando o reino de Judá foi conquistado por Nabucodonosor.
Ele era de uma família sacerdotal, e por isto desde cedo reconhecido como alguém que tinha as instruções do Senhor para o seu povo.
No exílio babilônico Ezequiel começou a receber visões de Deus, através das quais o Senhor lhe trazia a sua Palavra, que deveria então ser transmitida aos israelitas.
Assim sendo tornou-se um hábito, tanto para os líderes como para as demais pessoas de Israel, o irem à casa de Ezequiel para ouvir as mensagens de Deus.
O texto que lemos narra uma destas ocasiões.
Os anciãos, isto é, os líderes de Israel estavam assentados diante de Ezequiel, à espera de uma mensagem, quando o Senhor falou ao coração do profeta.
Neste trecho de sua Palavra, o Senhor, repreendendo o povo de Israel por causa deste terrível pecado, nos ensina que a idolatria não consiste apenas de alguém fazer uma imagem de um deus ou de um santo e prostrar-se diante dela para adorá-la. É possível que uma pessoa erga ídolos em seu próprio coração, o que diante do Senhor é a mesma coisa.
Mas vejam: quando os israelitas compareciam ali diante de Ezequiel, para ouvir a Palavra do Senhor, não havia imagem alguma de escultura diante das quais eles se curvavam.
Nem nas casas deles; eles haviam aprendido, através de lições difíceis da disciplina do Senhor, que ele é Deus zeloso, que não admite idolatria.
Ainda assim o Senhor diz a Ezequiel: “Eles estão adorando ídolos em seu corações, pedras de tropeço que os fazem pecar.”
Isto é, este princípio rebelde e demoníaco estava habitando em seus corações.
Não se trata aqui de imagens literais, mas de falsos deuses que tomam o lugar de Deus no coração de uma pessoa.
Ter um ídolo no coração é ter dentro de si alguma coisa, ou alguém, que ocupa o lugar de confiança, afeto, amor, dedicação, que só Deus poderia ocupar.
Ter um ídolo no coração é ter alguma coisa ou alguém que toma o lugar de Deus.
Há muitos que podem fazer, e fazem, do ministério o seu deus.
Em nome de Deus querem fazer a obra, mas fazem a obra de jeito que não agrada a Deus. Estão envolvidos com a obra de Deus, mas não estão envolvidos com o Deus da obra.
Há daqueles que fazem de sua posição na igreja o seu deus, e se não mantiveram sua posição, perdem sua alegria, seu entusiasmo, pois sua alegria e entusiasmo não estão em Deus, mas nas coisas que realizam, e nas quais se gloriam: assim o deus de alguém pode ser o púlpito, o coral, o ofício, a igreja, a denominação, o reconhecimento dos demais.
E estes deuses são, num certo sentido, muito mais difíceis de serem abandonados do que as imagens.
E porquê? Porque uma imagem é um deus que uma pessoa ergue deliberadamente, consciente do que está fazendo, mas os ídolos do coração, nem sempre uma pessoa tem a consciência de que está erguendo. No começo ele não é um ídolo, é até uma coisa em si mesmo boa, mas então o coração, que é enganoso, traiçoeiro, vai se afeiçoando, vai se apaixonando por esta coisa boa, vai confiando, vai se dedicando de tal forma que a mente não percebe, e esta pessoa então dificilmente reconhece a sua idolatria.
Esse era o caso destes israelitas: estavam assentados diante do profeta, para consultarem ao Senhor, como pessoas que desejavam ouvir a voz do Senhor, mas haviam erguido ídolos em seu coração.
Há um embotamento espiritual, pensam que tudo está bem, e que a religião, para ser cristã, deve ser aquela religião que apenas encoraje, traga pensamentos positivos, forças para enfrentar as vida.
Em outras palavras, uma religião para adorar o homem, e não para adorar e servir a Deus.
Era assim que estas pessoas se aproximavam de Ezequiel – para serem abençoadas na dureza de seus corações; aonde os Ídolos Cardiogramas já tinham tomado todos os espaços dos corações do Anciões, e sendo assim também tomando de assalto o coração do povo; porque á Bíblia diz que como é o povo assim é o Sacerdote. Os.4.9.
O problema dos Cardíacos Ególatras, são o ufanismo hedônicos que eles tem dentro de si, na qual jamais Renuncia o seu Eu.
São perigosos e atraentes, com suas linguagens persuasivas Humanistas; tenha Cuidado! Porque o Coração é Enganoso e Perverso. Jr.17.9. Nunca brinque com as coisas do Coração; porque Escrito está: Põe-me como selo sobre o teu Coração. Ct.8.6.
Se temos que Amar á Deus sobre todas as coisas; porque os Nossos Corações não são Iguais?

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