O deputado federal eleito de extrema esquerda Jones Manoel (PSOL-PE) afirmou que pretende apresentar uma proposta legislativa para criminalizar o sionismo, movimento político que defende a autodeterminação do povo judeu e a existência de um Estado nacional judeu independente.
A declaração foi feita na rede social X, após o jornalista Breno Altman sugerir que parlamentares de esquerda apresentassem um projeto para classificar o sionismo como uma forma de racismo e discriminação racial.
Jones Manoel concordou com a sugestão e afirmou que levará a iniciativa à bancada do PSOL quando assumir o mandato, em 2027.
A proposta provocou reação da organização StandWithUs Brasil, que divulgou uma nota pública na quinta-feira (5), condenando a iniciativa.
Segundo a entidade, criminalizar o sionismo representa uma ameaça à liberdade de expressão da identidade judaica, uma vez que o movimento está ligado à identidade nacional de grande parte dos judeus no Brasil e no mundo.
A organização também classificou a proposta como antissemita e argumentou que negar ao povo judeu o direito à autodeterminação, reconhecido a outros povos, constitui uma forma de discriminação.
O debate também resgata a Resolução 3379 da Assembleia Geral da ONU, aprovada em 1975, que equiparava o sionismo ao racismo. A resolução foi revogada em 1991.
Até o momento, o anúncio de Jones Manoel diz respeito à intenção de apresentar a proposta. Não se trata de um projeto de lei já aprovado ou de uma criminalização em vigor no Brasil.

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