Senador Rogério Marinho durante entrevista coletiva para tratar do posicionamento do PL nas eleições — BNews RN - DivulgaçãoDireção estadual do PL liberou filiados para escolha individual; decisão ocorre após impasse sobre apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Por Redator09/10/2026 21:37
O PL optou pela neutralidade na disputa ao Governo do Rio Grande do Norte neste segundo turno, após impasse entre a sigla e o candidato Allyson Bezerra (União Brasil). A decisão, comunicada pelo presidente estadual da legenda, senador Rogério Marinho, em 09/10/2026, foi motivada pela negativa do candidato em firmar compromisso com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A definição, tornada pública durante entrevista coletiva no Hotel Majestic, em Natal, altera a dinâmica das alianças no estado. Ao buscar o apoio do partido, Allyson Bezerra informou que não poderia formalizar adesão ao nome indicado pelo PL para a Presidência da República. A postura impôs um limite intransponível para a direção partidária, que prioriza a coesão ideológica em torno de seus projetos nacionais.
Com a deliberação, os filiados do PL no Rio Grande do Norte ficam liberados para exercer a escolha individual no pleito estadual. A medida permite que integrantes da legenda apoiem o candidato do União Brasil ou se abstenham de participar da campanha, sem que isso configure uma orientação oficial de adesão do partido. A decisão é definitiva dentro da esfera administrativa da sigla.
Para o eleitorado, o desdobramento revela a complexidade das negociações políticas em um cenário de polarização. Rogério Marinho ponderou que a neutralidade reflete as consequências naturais de escolhas estratégicas, alertando que a posição de Allyson pode atrair segmentos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas, simultaneamente, provocar distanciamento de parte do eleitorado de direita.
Apesar da neutralidade na esfera estadual, o PL mantém sua oposição ao PT. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), reforçou que o foco da agremiação permanece na eleição nacional. "Vou fazer a campanha de Flávio Bolsonaro como se o candidato fosse eu", afirmou, sinalizando que a prioridade da cúpula do partido segue inalterada, independentemente das movimentações locais.
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