Fachada do prédio da Justiça Eleitoral no Rio Grande do Norte — Foto: Gabriel Leite/98FM NatalÓrgão investiga irregularidades que incluem suspeitas de compra de votos e uso da máquina pública. Trabalho segue intensificado até o segundo turno.
O Ministério Público Eleitoral no Rio Grande do Norte monitora irregularidades e assegura a lisura do processo democrático. A instituição registrou 133 notícias de fato relativas às Eleições 2026, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (13/10).
Desse total, 86 casos ocorreram no primeiro turno e outros 47 surgiram no período subsequente. A estratégia de fiscalização permanece ativa durante o segundo turno, previsto para o dia 25/10, estendendo-se também para as etapas posteriores à votação.
Os relatos sob análise da Procuradoria Regional Eleitoral abrangem práticas diversas, como propaganda irregular, suspeitas de compra de votos, pressão sobre servidores, utilização indevida da máquina pública para favorecer candidaturas e a disseminação de desinformação. Atualmente, o MP acompanha 30 autos judiciais, sendo 19 deles representações específicas.
É importante ressaltar que a abertura de um registro não confirma, por si só, a existência de um crime. Cada caso é submetido ao crivo de procuradores e promotores eleitorais, que avaliam as provas e informações reunidas. Os procedimentos podem ser arquivados ou resultar em ações formais na Justiça Eleitoral.
Nesta fase final de campanha, a atuação do MP Eleitoral tem como foco central a proteção da dignidade do voto, garantindo que o eleitor possa exercer seu direito de escolha livre de ameaças, pressões ou ofertas indevidas de vantagens.
0 Comentários