Uma movimentação de importantes lideranças das Assembleias de Deus está provocando discussões no meio evangélico. Pastores ligados a grandes convenções da denominação manifestaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Mas uma declaração durante uma celebração religiosa chamou ainda mais atenção.
A informação foi divulgada pela Revista Comunhão em 19 de outubro de 2026, na reta final do segundo turno das eleições.
Durante a comemoração do centenário do Ministério de Madureira, realizada em 10 de outubro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, o bispo Samuel Ferreira recebeu Flávio Bolsonaro e fez declarações favoráveis ao candidato. Segundo a reportagem, o religioso afirmou que pediria votos ao senador caso pudesse fazê-lo explicitamente. Durante a celebração, também foi utilizada a expressão: “Irmão vota em irmão.”
A situação levantou questionamentos sobre o limite entre a manifestação política de pastores e o uso dos cultos para influenciar escolhas eleitorais.
Outras lideranças ligadas à denominação também manifestaram apoio ao candidato, entre elas o deputado federal Paulo Freire Costa.
As Assembleias de Deus, porém, não constituem uma única instituição com posicionamento eleitoral uniforme. As declarações de determinados pastores não significam que todos os membros concordem com suas preferências políticas.
O episódio reacendeu uma discussão antiga sobre o uso do púlpito para defender candidatos. A Bíblia orienta os fiéis a orarem pelas autoridades, conforme 1 Timóteo 2:1-2, mas a forma como pastores devem participar das disputas eleitorais segue motivo de diferentes interpretações entre os evangélicos.
E você, concorda com a atitude dessas lideranças? Acha correto um pastor declarar apoio a um candidato durante o culto ou acredita que o altar deve ser reservado exclusivamente à pregação da Palavra de Deus? Deixe sua opinião nos comentários.
Fonte: Revista Comunhão — reportagem de Cristiano Stefenoni, publicada em 19 de outubro de 2026.
JM Notícia.

0 Comentários