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Eleições 2026: saiba quem são os candidatos mais novos e mais velhos no RN


Urna eletrônica em destaque durante o processo eleitoral — Foto: Reprodução/TV Globo

Candidatos no Rio Grande do Norte variam entre 22 e 85 anos. Especialista alerta que representatividade geracional é vital, mas renovação exige romper com velhas práticas.
Por Redator28/09/2026 12:34


As Eleições 2026 no Rio Grande do Norte apresentam uma ampla diversidade etária entre os postulantes aos cargos de governador, deputados estaduais e federais, senadores e presidente da República. Conforme os registros protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a faixa etária dos candidatos, incluindo suplentes, oscila entre 22 e 85 anos.



O pleito, cujo primeiro turno está marcado para 04/10, traz à tona debates sobre a importância do equilíbrio geracional na formulação de políticas públicas.
Os veteranos na disputa

A candidatura de idade mais avançada no estado é a de Valério Marinho (PSDB), de 85 anos. Ele concorre como suplente de Coronel Hélio (PL) ao Senado. Já entre os nomes que buscam uma vaga como titular, o posto de mais velho é ocupado por Getúlio Rêgo (PL), de 82 anos, que tenta seu 10º mandato na Assembleia Legislativa. Além deles, outros quatro candidatos superam a marca dos 75 anos: Professora Clarice (DC), Salete Campelo (MDB), Expedito Ferreira (PSDB) e Santino Arruda (PSOL).
A representação da juventude

No polo oposto, Davi Fernandes (PSDB) figura como o candidato mais jovem do RN, com 22 anos, pleiteando uma vaga como deputado estadual. A presença de jovens na disputa também conta com Gabriel Ribeiro (PL) e Igor Rayan (Missão), ambos com 24 anos. Ao todo, o estado registra 22 candidaturas na faixa entre 25 e 29 anos.
Renovação ou continuidade?

Italo Fittipaldi, Professor do Departamento de Ciências Sociais da UFPB, destaca que a pluralidade etária é essencial para que as demandas de diferentes gerações sejam atendidas. Contudo, o especialista faz uma ressalva necessária sobre o conceito de renovação política.


"O candidato pode ser jovem, mas se for egresso de uma dinastia política, de novo não tem absolutamente nada", pondera Fittipaldi. Segundo o docente, a verdadeira renovação ocorre quando os novos nomes não estão atrelados a grupos políticos tradicionais e apresentam trajetórias diferenciadas, independentemente da idade.

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