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"Vamos matar quem roubar", diz Renan Santos ao lançar candidatura



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Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que um eventual governo seu irá "matar quem roubar".



A fala foi dita em ato do Missão de oficialização à corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo.



"Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nos vamos matar quem roubar", afirmou.



O empresário já havia destacado o combate ao crime como um dos pilares centrais da sua candidatura, com a defesa de “tolerância zero”, popularizada pela expressão “prendeu, matou”: reagiu bem à abordagem, “prendeu”; caso contrário, “matou”.



Ao falar com jornalistas após o evento, Renan reforçou a estratégia de segurança pública, classificando o atual cenário como uma "guerra".



"Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra", disse.



"Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos. Até para não morrer policiais também na troca de tiro. Seria o cenário perfeito. Agora, será que eles vão fazer isso?", complementou.



O ato deste sábado foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro.



Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:



Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano

Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal

Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo.

Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades

Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.



O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.



Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio.



Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.



Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.



O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.



No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.



CNN

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