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Em Alagoas, Flávio Bolsonaro recebe oração em culto


O momento foi conduzido pelo pastor José Wellington Costa Junior, presidente da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) - Foto: Reprodução



A comemoração dos 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas ganhou contornos políticos na noite de terça-feira (25). Durante o culto, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi chamado ao altar para receber uma oração pública pela campanha eleitoral. O momento foi conduzido pelo pastor José Wellington Costa Junior, presidente da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

O evento reuniu milhares de pessoas presencialmente e teve aproximadamente 8 mil espectadores na transmissão oficial pela internet. Ao orar pelo candidato, o líder religioso pediu bênçãos para a campanha de Flávio e para os demais candidatos presentes, além de fazer um clamor pela proteção e pelo futuro do Brasil.

“Abençoe nosso senador Flávio Bolsonaro. Ó Pai amado, abençoe a sua campanha, abençoe os deputados que estão concorrendo, abençoe suas campanhas, meu Senhor”, declarou o José Wellington

A participação ocorreu em meio à aproximação do candidato com lideranças e comunidades evangélicas, segmento considerado relevante para a disputa eleitoral de 2026. Flávio permaneceu no local apenas durante o momento da oração. Ele não fez discurso e deixou o evento após as manifestações dos pastores. Questionado pela imprensa sobre a possibilidade de irregularidade eleitoral, não respondeu.

Além de Flávio, o altar reuniu nomes aliados de diferentes regiões. Entre eles estavam Arthur Lira (PP-AL), Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa presidencial, Gunnar Nicácio, Gilson Machado (Pode) e Delegado Fábio Costa (PP-AL), além de vereadores do PL.

Ao apresentar os políticos, o pastor José Orisvaldo Nunes de Lima afirmou que os parlamentares presentes buscavam a bênção para o Brasil. A programação também foi marcada por manifestações religiosas relacionadas à proteção das famílias e ao combate à influência de práticas consideradas prejudiciais à sociedade.
Debate eleitoral

A presença de candidatos em cultos e manifestações de apoio político dentro de templos volta a levantar discussões sobre os limites entre liberdade religiosa e legislação eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera irregular o pedido de votos em templos religiosos e, conforme as circunstâncias e a interpretação da Justiça, condutas dessa natureza podem resultar em sanções eleitorais.

A jurisprudência, porém, considera elementos específicos de cada caso. Em maio, o TSE declarou a inelegibilidade de uma ex-prefeita por pedido de votos durante um culto. Em outros processos, ministros concluíram que não houve solicitação explícita de votos e rejeitaram a caracterização de irregularidade.

O episódio em Alagoas ocorre ainda em um cenário de intensa disputa pelo eleitorado evangélico. A aproximação com igrejas e lideranças religiosas tem ocupado espaço crescente na agenda de Flávio Bolsonaro, que participa de encontros e eventos com representantes do segmento em diferentes estados.

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