
Portas Abertas celebra 71 anos de apoio a cristãos perseguidos. - Foto: Divulgação
Missão iniciada em 1955 com o contrabando de Bíblias tornou-se referência mundial na defesa da liberdade religiosa e da Igreja Perseguida
Por Cristiano Stefenoni
Há 71 anos, um ato de coragem deu origem a uma das maiores organizações cristãs dedicadas ao apoio à Igreja Perseguida. Em 15 de julho de 1955, o jovem missionário holandês Anne van der Bijl, conhecido mundialmente como Irmão André, realizou seu primeiro contato com cristãos que viviam sob forte repressão religiosa no Leste Europeu. A experiência marcaria o início da missão da Portas Abertas Internacional, que hoje atua em mais de 70 países levando apoio espiritual, humanitário e material a milhões de cristãos perseguidos.
Inspirado pela exortação bíblica de Apocalipse 3:2 (“Fortaleça o que resta e está para morrer”), Irmão André decidiu dedicar sua vida ao fortalecimento da Igreja em regiões onde professar a fé cristã significava enfrentar vigilância, prisões e até a morte.
Nos anos seguintes, ele atravessou repetidamente as fronteiras da então Cortina de Ferro transportando Bíblias escondidas em seu veículo. A ousadia lhe rendeu o apelido de “Contrabandista de Deus”, título que também deu nome ao livro autobiográfico que se tornou um clássico da literatura cristã.
Entre 1955 e 1967, Irmão André percorreu diversos países da Europa Oriental distribuindo exemplares das Escrituras, fortalecendo igrejas locais e encorajando cristãos que viviam sob intensa perseguição religiosa.
Expansão mundial
O trabalho iniciado por um único missionário rapidamente ganhou dimensão internacional. Ao longo das décadas, voluntários, igrejas e parceiros passaram a colaborar com a missão, permitindo que a Portas Abertas expandisse sua atuação para regiões da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.
No Brasil, a organização estabeleceu seu escritório em 1978, passando a mobilizar igrejas brasileiras para apoiar irmãos perseguidos em diferentes partes do mundo. Hoje, além da distribuição de Bíblias e literatura cristã, a Portas Abertas desenvolve ações como:Assistência emergencial em áreas de conflito;
Treinamento de líderes cristãos;
Apoio psicológico e espiritual às vítimas de perseguição;
Projetos de geração de renda;
Atendimento a mulheres e crianças afetadas pela violência;
Defesa da liberdade religiosa em diversos países.
Um legado de coragem
A história da Portas Abertas está intimamente ligada à trajetória de Irmão André, que sempre defendia que nenhuma fronteira poderia impedir o avanço do Evangelho. Uma de suas frases mais conhecidas resume essa convicção:
“Algumas regiões são mais difíceis de penetrar do que outras. Não há países fechados para a igreja, mas certamente há lugares em que a igreja paga por sua existência com grande dor.”
Mesmo após sua morte, em 2022, seu legado continua inspirando cristãos ao redor do mundo a orar, servir e apoiar aqueles que enfrentam perseguição por causa da fé.
A realidade da perseguição
A missão da Portas Abertas permanece atual diante do cenário global. Todos os anos, a organização publica a Lista Mundial da Perseguição, levantamento que identifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão.Assistência emergencial em áreas de conflito;
Treinamento de líderes cristãos;
Apoio psicológico e espiritual às vítimas de perseguição;
Projetos de geração de renda;
Atendimento a mulheres e crianças afetadas pela violência;
Defesa da liberdade religiosa em diversos países.
Um legado de coragem
A história da Portas Abertas está intimamente ligada à trajetória de Irmão André, que sempre defendia que nenhuma fronteira poderia impedir o avanço do Evangelho. Uma de suas frases mais conhecidas resume essa convicção:
“Algumas regiões são mais difíceis de penetrar do que outras. Não há países fechados para a igreja, mas certamente há lugares em que a igreja paga por sua existência com grande dor.”
Mesmo após sua morte, em 2022, seu legado continua inspirando cristãos ao redor do mundo a orar, servir e apoiar aqueles que enfrentam perseguição por causa da fé.
A realidade da perseguição
A missão da Portas Abertas permanece atual diante do cenário global. Todos os anos, a organização publica a Lista Mundial da Perseguição, levantamento que identifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão.
O ranking mostra que milhões de pessoas continuam enfrentando violência, discriminação, prisões, expulsão de suas comunidades e outras formas de repressão simplesmente por professarem a fé em Jesus Cristo.
Segundo a organização, o objetivo é não apenas denunciar essas violações, mas também fortalecer a Igreja local por meio de oração, assistência prática e incentivo à perseverança.
Mais de sete décadas de serviço
Em 2025, a Portas Abertas comemorou seus 70 anos com um culto especial de gratidão realizado em São Paulo. Agora, ao completar 71 anos, a missão reafirma seu compromisso de permanecer ao lado dos cristãos perseguidos, levando esperança onde a fé continua sendo motivo de sofrimento.
Para a organização, a celebração não marca apenas mais um aniversário institucional, mas também sete décadas de testemunhos de coragem, solidariedade e fidelidade ao propósito de fortalecer a Igreja onde ela enfrenta seus maiores desafios.
Serviço
O que: 71 anos da Portas Abertas Internacional
Fundação: 15 de julho de 1955
Fundador: Anne van der Bijl (Irmão André)
Presença: Mais de 70 países
Escritório no Brasil: Desde 1978
Atuação: Apoio espiritual, humanitário e socioeconômico a cristãos perseguidos, distribuição de Bíblias, treinamento de líderes e defesa da liberdade religiosa.
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