
Polícia Civil investiga grupo suspeito de invadir propriedade em Araçariguama
Grupo invadiu propriedade, furtou R$ 400 e incendiou altar religioso em 18 de abril; vítimas sofreram ameaças e injúrias.
Por Redator27/04/2026 08:14
A Polícia Civil de Araçariguama, nesta segunda-feira, 27/04/2026, intensifica as investigações sobre um grave incidente que marcou a comunidade em 18 de abril. Naquela data, um grupo de cinco indivíduos invadiu uma propriedade no bairro Igavetá, atacando moradores e um templo religioso. O caso, registrado como furto e injúria com motivação racial e religiosa, expõe violações chocantes contra a dignidade, a fé e a segurança dos cidadãos.
O boletim de ocorrência foi registrado por uma líder religiosa, de 38 anos, que estava com outros fiéis no local quando foram surpreendidos pelos invasores — três mulheres e dois homens, um deles armado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os suspeitos proferiram ameaças e ofensas de cunho racista às pessoas presentes, além de atearem fogo em uma estrutura de madeira usada no templo religioso. Eles também tentaram incendiar um veículo. Até o momento, ninguém foi preso.
Vídeos gravados pelas vítimas capturam o momento da invasão e das agressões verbais. Em um trecho, ouve-se uma das mulheres vociferando: “pelo que eu vi, é tudo macumbeiro desgraçado de uma merda”. Outra agressora ameaça a líder religiosa, arremessando um objeto e gritando: “vai, mostra aí essa sua cara preta”. As imagens, um registro doloroso da intolerância, podem ser vistas na reportagem inicial.
Além das ofensas e do vandalismo, o grupo subtraiu uma bolsa contendo documentos e R$ 400 em dinheiro das vítimas. A Polícia Civil prossegue com as diligências, investigando o ocorrido como furto e injúria com motivação racial e religiosa, crimes que atentam diretamente contra os direitos fundamentais e a liberdade de culto.
Carlos Aymar, advogado da denunciante, ressaltou a natureza violenta da invasão, que ele descreve como uma tentativa forçada de reintegração de posse. “A propriedade é de posse deles [denunciantes], eles são posseiros da área, têm um contrato de compra e venda da posse de pelo menos um ano, e a área foi invadida pelos então ex-proprietários”, afirmou o defensor. Aymar enfatizou a urgência para que as “providências cabíveis” sejam tomadas.
A comunidade de Araçariguama aguarda o desfecho das investigações, na expectativa de que a justiça seja feita e que atos de tamanha intolerância não fiquem impunes, reafirmando o respeito à diversidade e à dignidade humana.
Grupo invadiu propriedade, furtou R$ 400 e incendiou altar religioso em 18 de abril; vítimas sofreram ameaças e injúrias.
Por Redator27/04/2026 08:14
A Polícia Civil de Araçariguama, nesta segunda-feira, 27/04/2026, intensifica as investigações sobre um grave incidente que marcou a comunidade em 18 de abril. Naquela data, um grupo de cinco indivíduos invadiu uma propriedade no bairro Igavetá, atacando moradores e um templo religioso. O caso, registrado como furto e injúria com motivação racial e religiosa, expõe violações chocantes contra a dignidade, a fé e a segurança dos cidadãos.
O boletim de ocorrência foi registrado por uma líder religiosa, de 38 anos, que estava com outros fiéis no local quando foram surpreendidos pelos invasores — três mulheres e dois homens, um deles armado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os suspeitos proferiram ameaças e ofensas de cunho racista às pessoas presentes, além de atearem fogo em uma estrutura de madeira usada no templo religioso. Eles também tentaram incendiar um veículo. Até o momento, ninguém foi preso.
Vídeos gravados pelas vítimas capturam o momento da invasão e das agressões verbais. Em um trecho, ouve-se uma das mulheres vociferando: “pelo que eu vi, é tudo macumbeiro desgraçado de uma merda”. Outra agressora ameaça a líder religiosa, arremessando um objeto e gritando: “vai, mostra aí essa sua cara preta”. As imagens, um registro doloroso da intolerância, podem ser vistas na reportagem inicial.
Além das ofensas e do vandalismo, o grupo subtraiu uma bolsa contendo documentos e R$ 400 em dinheiro das vítimas. A Polícia Civil prossegue com as diligências, investigando o ocorrido como furto e injúria com motivação racial e religiosa, crimes que atentam diretamente contra os direitos fundamentais e a liberdade de culto.
Carlos Aymar, advogado da denunciante, ressaltou a natureza violenta da invasão, que ele descreve como uma tentativa forçada de reintegração de posse. “A propriedade é de posse deles [denunciantes], eles são posseiros da área, têm um contrato de compra e venda da posse de pelo menos um ano, e a área foi invadida pelos então ex-proprietários”, afirmou o defensor. Aymar enfatizou a urgência para que as “providências cabíveis” sejam tomadas.
A comunidade de Araçariguama aguarda o desfecho das investigações, na expectativa de que a justiça seja feita e que atos de tamanha intolerância não fiquem impunes, reafirmando o respeito à diversidade e à dignidade humana.
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