
O deputado Luiz Eduardo (PL) cobrou durante a sessão plenária desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa, explicações do Governo do Estado sobre o atraso de oito meses no repasse de empréstimos consignados de servidores. O parlamentar também elencou outras inadimplências que, segundo ele, prejudicam os serviços públicos potiguares.
Em seu pronunciamento, o legislador detalhou que a retenção dos valores do consignado, descontados diretamente dos salários dos servidores, mas não repassados aos bancos, tem gerado sérias consequências. “Há oito meses que não é repassado o consignado do estado do Rio Grande do Norte. O governo retém o recurso e não repassa para o banco”, afirmou Luiz Eduardo, apontando que a situação tem impedido os trabalhadores de acessarem novas linhas de crédito, uma vez que ficam com restrições em seus nomes.
O parlamentar, que é membro da Comissão de Finanças e Fiscalização da Casa, ressaltou que a linha de crédito consignado serve como um “socorro” para os servidores em momentos de dificuldade, seja para exames de alta complexidade, reformas de moradia ou manutenção de veículos. Além do impacto direto na vida dos funcionários públicos, o parlamentar alertou para o prejuízo ao comércio local, uma vez que esses recursos não estão circulando na economia. Diante da persistência do problema, ele anunciou que, nesta quarta-feira (11) apresentará um requerimento para convocar o secretário de Fazenda do RN, Cadu Xavier, para prestar esclarecimentos à Comissão de Finanças.
As críticas do parlamentar se estenderam a outras áreas da administração estadual. Luiz Eduardo denunciou o atraso de três meses nos salários de servidores terceirizados, que, segundo ele, também enfrentam a falta de pagamento de férias e o descumprimento da CLT, especialmente aqueles que atuam na saúde. O deputado também mencionou a paralisação de cirurgias ortopédicas no Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de trauma do estado, por falta de pagamento.
Por fim, o legislador cobrou a liberação das emendas parlamentares, que ainda não teriam sido pagas. “Qual é o problema que esse governo tem de pagar? Qual o problema que o governo tem de cumprir suas obrigações?”, questionou o deputado, direcionando as indagações à governadora Fátima Bezerra (PT).
AL-RN
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