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Lula diz não pensar nas críticas dos evangélicos sobre desfile que o homenageou: “Não sou o carnavalesco, apenas fui homenageado”




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22) que não cabe a ele “dar palpite” sobre como foi realizado o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que contava com um enredo em sua homenagem.

Perguntado sobre o que pensava a respeito da resposta dos evangélicos a uma ala de fantasias chamada de “neoconservadores em conserva”, Lula respondeu:

“Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou.

Ainda sobre o desfile, o presidente disse acreditar que a homenagem foi feita mais para a sua mãe, Dona Lindu, do que a ele.

Por fim, Lula afirmou ter gratidão à agremiação pela homenagem. O petista afirmou que iria pessoalmente agradecer a Acadêmicos de Niterói.

No desfile da última semana, a Acadêmicos de Niterói contou a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República.

A escola ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro na apuração de quarta-feira (18). A escola fazia sua estreia na elite das agremiações neste ano. Ao longo da apuração, ela recebeu apenas duas notas 10.

Ações contra o enredo:


O enredo da Acadêmicos de Niterói foi alvo de pelo menos dez ações judiciais e representações no Ministério Público e no TCU que tentaram impedir o desfile ou suspender e reverter repasses de recursos públicos.


As iniciativas alegavam que trechos do samba e da apresentação configurariam propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula – a Lei Eleitoral só permite propaganda após 16 de agosto.


Também houve pedidos para barrar a presença do presidente na Marquês de Sapucaí e para restringir manifestações consideradas ataques a adversários.


O caso chegou ao plenário do TSE, que, por unanimidade, negou liminar para proibir o desfile, sob o argumento de que a intervenção poderia caracterizar censura prévia. Ministros, porém, alertaram que eventuais condutas na Avenida poderiam ser analisadas posteriormente e resultar em punições.


Após o julgamento, o PT orientou integrantes a evitar atos que pudessem ser interpretados como propaganda antecipada.


O governo federal negou irregularidades, afirmou que não participou da escolha do enredo e sustentou que o apoio financeiro às escolas – outro ponto questionado pela oposição – é recorrente.


Depois do desfile, Lula elogiou a apresentação nas redes sociais. A oposição reagiu, com críticas e anúncios de novas medidas judiciais, novamente alegando promoção eleitoral antecipada e uso indevido de recursos públicos.


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