Além de alegar que o desfile era uma campanha política antecipada para o presidente, Damares acusou a escola de "perseguição religiosa" por apresentar a ala "Neoconservadores em conserva", que ironizava setores da sociedade, como grupos evangélicos e do agronegócio.
"Para além do crime eleitoral, quero manifestar meu repúdio a uma das alas que está desfilando agora, que ridiculariza a igreja evangélica, o agronegócio", disse a senadora, em vídeo nas suas redes sociais, prometendo entrar na Justiça contra a escola "por estarem desrespeitando a fé de milhões e milhões de brasileiros".
"Deixa eu dizer uma coisa: usar verba pública para ridicularizar igreja evangélica é inadmissível", disse ainda.
A fala da senadora faz referência aos valores recebidos pela escola, dentro do financiamento público de todo o grupo especial do Rio de Janeiro.
O apoio federal foi concedido por meio da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), que destinou R$ 12 milhões às doze escolas — cada uma levou R$ 1 milhão.
O financiamento público do desfile sobre Lula pode se aproximar de R$ 10 milhões, considerando também valores repassados às escolas do grupo especial pelo governo estadual e as prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói.
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela BBC News Brasil antes do desfile se dividiram sobre quais podem ser as consequências para Lula.
Enquanto alguns acreditam que a campanha pode ser multada, caso se configure campanha antecipada, há quem veja risco de declaração de inelegibilidade, se forem constatados crimes mais graves, como conduta vedada, abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação.

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