
Nas varandas do veraneio potiguar, não se fala em outro assunto que não a sucessão estadual. De um lado, ecoa o nome de Vivaldo Costa; do outro, o de Zé Dias — ambos deputados estaduais decanos, personagens que atravessaram gerações da política norte-rio-grandense.
Os dois carregam trajetórias marcadas por protagonismo, embates duros e influência consolidada. Há, contudo, um ponto em comum que os une neste momento histórico: são dois políticos de mãos limpas, reconhecidos por uma vida pública sem manchas relevantes, e nenhum dos dois pretende voltar a disputar eleições deste ano, o que reforça ainda mais as especulações.
Vivaldo Costa desponta como franco favorito, por contar com a simpatia e o alinhamento da ala governista, o que lhe garante maioria confortável nos bastidores da Assembleia Legislativa. Seu nome circula com naturalidade entre lideranças situacionistas, tratado como a opção de estabilidade para conduzir a transição.
Zé Dias, por sua vez, consolida-se como o candidato da oposição, reunindo apoios entre aqueles que defendem uma ruptura simbólica com o grupo hoje no poder.
Há ainda um elemento simbólico que reforça o favoritismo de Vivaldo: ele já ocupou o cargo de governador, em 1994, o que lhe confere experiência administrativa e capital político para reassumir o comando do Estado, agora pela via indireta.
Se nada mudar até a votação, a eleição indireta não apenas definirá o próximo chefe do Executivo, mas poderá selar, com força histórica, o retorno de Vivaldo Costa ao governo potiguar.
Redação Alexsandro Passarinho/ Blog do Pássaro.
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