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Líderes evangélicos do Brasil apoiam ação dos EUA após captura de Nicolás Maduro

 



Diversos líderes evangélicos do Brasil e do exterior reagiram à confirmação do anúncio feito pelo presidente Donald Trump de que os Estados Unidos capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar realizada em Caracas. Segundo Trump, os EUA assumirão temporariamente a condução do governo venezuelano até que seja implementado um novo plano de transição política no país.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos durante uma operação policial realizada na madrugada de sábado na capital venezuelana. Trump afirmou que a missão foi executada sem baixas entre os militares americanos ou perda de equipamentos, classificando a ação como uma das operações militares mais bem-sucedidas da história recente. O presidente norte-americano declarou ainda que os Estados Unidos supervisionarão a Venezuela até que seja estabelecida uma “transição segura, adequada e justa”.

No meio evangélico internacional, o reverendo Franklin Graham declarou que a queda de Maduro representa um passo em direção à justiça e à libertação de um povo que sofreu por anos sob um regime autoritário. O embaixador Mike Huckabee também se manifestou, associando a operação à segurança nacional e ao combate ao narcotráfico, apontando Maduro como uma ameaça regional.

Maduro já havia sido formalmente acusado nos Estados Unidos por crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas. Ele era apontado como líder do Cartel dos Sóis e se tornou o primeiro alvo do Programa de Recompensas por Narcóticos a ter uma recompensa de US$ 50 milhões, segundo o Departamento de Estado americano. As acusações indicam que o ditador comandava uma operação de narcoterrorismo em cooperação com as FARC e outros grupos armados, além de manter um histórico de repressão violenta contra opositores políticos.

No Brasil, a confirmação da captura de Maduro repercutiu fortemente entre líderes evangélicos. O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo neste domingo (04) destacando o que classificou como incoerência da esquerda brasileira, que, segundo ele, silenciou diante de escândalos envolvendo regimes alinhados ideologicamente, mas passou a criticar a ação americana contra Maduro. Para Malafaia, o desfecho confirma denúncias antigas sobre o caráter criminoso e ditatorial do regime venezuelano.

Outros líderes evangélicos brasileiros também se manifestaram nas redes sociais em apoio à decisão dos Estados Unidos, ressaltando que a queda de Maduro representa esperança para o povo venezuelano, que enfrenta há anos escassez de alimentos, colapso econômico, perseguição política e êxodo em massa. Pastores e parlamentares ligados ao meio evangélico destacaram que a situação da Venezuela sempre foi ignorada por setores ideológicos que relativizaram violações de direitos humanos.

A crise política se agravou após as eleições realizadas em 28 de julho de 2024, quando Maduro foi declarado vencedor e garantiu um terceiro mandato. A oposição denunciou fraude eleitoral em larga escala. Enquanto o Conselho Nacional Eleitoral, presidido por Elvis Amoroso, aliado de Maduro, anunciou vitória do ditador com 51% dos votos contra 44% do candidato oposicionista Edmundo González, a líder María Corina Machado afirmou que González teria vencido com cerca de 70% dos votos.

Com a confirmação da prisão de Maduro e o início do processo de transição, líderes evangélicos brasileiros afirmam que o episódio marca o fim de um dos regimes mais autoritários da América Latina e reacende o debate sobre liberdade, justiça e responsabilidade internacional diante de ditaduras.

JM notícias 

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