Mulher grávida tomando pílulas (Foto:
Segundo dados atualizados pelo site Worldometers, mais de 70 milhões de abortos ocorreram em todo o mundo no último ano, colocando o procedimento como a principal causa de morte em escala global. A própria OMS afirma que “cerca de 73 milhões de abortos induzidos acontecem no mundo todo a cada ano”.
Aborto lidera estatísticas também nos Estados Unidos
O cenário se repete em território norte-americano. De acordo com o Worldometers, o aborto é a principal causa de morte nos Estados Unidos, onde quase 30% das gestações são consideradas não intencionais e cerca de 40% delas terminam em aborto.
Estima-se que ocorram entre 1.500 e 2.500 abortos por dia no país. Aproximadamente 20% de todas as gestações — excluídos os abortos espontâneos — são interrompidas. Dados do Instituto Guttmacher apontam que 930.160 abortos foram realizados nos EUA em 2020, com uma taxa de 14,4 por mil mulheres.
Comparação com outras causas de morte
Ao comparar os números de abortos com outras causas globais de mortalidade, a diferença é expressiva. Em 2025, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas tenham morrido de câncer, 6,2 milhões em decorrência do tabagismo, aproximadamente 2 milhões por HIV/AIDS, além de milhões por malária, consumo de álcool, acidentes de trânsito e suicídios.
Considerando que cerca de 67,1 milhões de pessoas morreram por causas diversas no último ano, e que o total de mortes globais — incluindo abortos — chegou a aproximadamente 140 milhões, os abortos teriam representado cerca de 52% de todas as mortes no mundo em 2025.
Como os dados são calculados
As estimativas da OMS são baseadas em modelos estatísticos que utilizam dados coletados entre 2015 e 2019, atualizados em relatórios recentes até 2025. Os números incluem tanto abortos realizados legalmente quanto aqueles feitos de forma ilegal.
A estimativa de 73 milhões de abortos equivale a cerca de 39 procedimentos para cada 1.000 mulheres entre 15 e 49 anos, com intervalos de incerteza que variam entre 34 e 46. Aproximadamente 61% das gestações não planejadas — estimadas em 121 milhões por ano — terminam em aborto.
Impacto da pílula abortiva
Projeções anteriores, que estimavam cerca de 56 milhões de abortos anuais entre 2010 e 2014, foram revisadas para cima. Entre os fatores estão o crescimento populacional, a ampliação da coleta de dados sobre o uso da pílula abortiva e estimativas mais precisas sobre abortos clandestinos.
Organizações pró-vida ressaltam que, embora bebês não nascidos não sejam legalmente reconhecidos como pessoas em muitos países, a biologia aponta que são organismos vivos e geneticamente únicos desde a concepção. O aborto, segundo esses grupos, interrompe intencionalmente esse desenvolvimento.
O site LifeNews afirma que cada um dos abortos realizados representa a interrupção de uma vida em formação. “Cada bebê não nascido já tinha seu próprio DNA único, que definia sexo, características físicas e possíveis condições genéticas. Em muitos casos, o coração já estava batendo quando o aborto ocorreu”, destaca a publicação.
Histórico nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, pouco menos de 1 milhão de abortos são realizados anualmente. Embora as taxas tenham apresentado queda na última década, o procedimento ainda figura entre as principais causas de morte no país.
Desde a decisão Roe v. Wade, em 1973, estima-se que cerca de 66 milhões de abortos tenham sido realizados em solo americano. Em janeiro, grupos pró-vida devem se reunir em Washington, D.C., para a Marcha anual pela Vida, evento que marca o aniversário da decisão e defende a restauração de proteções legais aos bebês ainda não nascidos.
Folha Gospel com informações de Guia-me e LifeNews
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