
A onda de manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada no último domingo (3), reforçou o peso político da militância conservadora nas ruas brasileiras. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A onda de manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada no último domingo (3), reforçou o peso político da militância conservadora nas ruas brasileiras. Com bandeiras do Brasil, camisetas verde-amarelas e cartazes com frases como “Anistia já” e “Fora Moraes”, os protestos se espalharam por capitais e cidades do interior, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Vitória, Belo Horizonte e Fortaleza.
Com o tema “Reaja Brasil”, o movimento, que tem forte adesão entre as lideranças evangélicas, cobra do Congresso respostas à condução do Supremo Tribunal Federal (STF) e denuncia o que consideram abusos institucionais.
Para o pastor e jornalista Gilton de Medeiros Vieira, da Primeira Igreja Batista do Lins, no Rio de Janeiro, os atos revelam a resiliência da base bolsonarista. “Esses atos mostram que a liderança de Bolsonaro permanece relevante e que seus seguidores continuam firmes. Se o objetivo era demonstrar que a militância está viva, ele foi alcançado. Agora, se era fazer o STF recuar, esse efeito parece não ter sido atingido”, afirma.
Em São Paulo, a Avenida Paulista voltou a ser palco da maior concentração, reunindo milhares de pessoas. No Rio, a orla de Copacabana foi tomada por fiéis, líderes religiosos e simpatizantes do ex-presidente, com faixas pedindo impeachment de ministros do STF e defendendo a liberdade religiosa e de expressão. Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios viu novamente um mar de bandeiras, dessa vez acompanhado por discursos inflamados contra decisões do Judiciário.
O pastor Rogério Rodrigues, advogado, Conselheiro da OAB e presidente da Comissão de Capelania da OAB de São João de Meriti (RJ), afirmou que os atos são uma resposta legítima. Para ele, as manifestações têm cumprido um papel importante ao mostrar que “o povo está atento e disposto a lutar por seus direitos”.
E completa: “As manifestações estão surtindo efeito sim, porque mostram que há um povo mobilizado, consciente e que quer mudança. Isso pressiona os atores políticos e acende o alerta nas instituições”.
Resposta legítima
O pastor Marcos Soares Gonçalves, da Assembleia de Deus Igreja da Família, em Pedra de Guaratiba (RJ), presidente do Conselho Nacional Cristão de Participação Política (CNCPP), vê nesses atos uma resposta legítima às decisões que vêm provocando insatisfação popular.
“Fazer barulho chama a atenção de todos os segmentos para o objetivo a ser alcançado. O que cala, consente. A reação popular mostra que há insatisfação real e necessidade de mudanças. Com a palavra, o Congresso Nacional”, pontua.
As manifestações também foram registradas em Salvador, Recife, Florianópolis, Manaus, Goiânia e cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto e Sorocaba. O destaque, segundo os organizadores, foi a capilaridade do movimento, pois em pelo menos 50 cidades houve protestos simultâneos, muitos deles articulados com o apoio de igrejas evangélicas e influencers conservadores.
Para o cientista político e dirigente da ADVEC Alphaville, em São Paulo, Gustavo Knauer, a movimentação nas ruas é elemento indispensável para a construção de pressão política real.
“Eu acredito demais que movimentações populares exercem grande pressão sobre parlamentares. No fim das contas, todos os agentes políticos precisam de votos e ninguém quer enfrentar povo na rua. O Judiciário não depende de voto, por isso a pressão precisa vir de forma indireta, via Senado”, explica.
A onda de manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada no último domingo (3), reforçou o peso político da militância conservadora nas ruas brasileiras. Com bandeiras do Brasil, camisetas verde-amarelas e cartazes com frases como “Anistia já” e “Fora Moraes”, os protestos se espalharam por capitais e cidades do interior, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Vitória, Belo Horizonte e Fortaleza.
Com o tema “Reaja Brasil”, o movimento, que tem forte adesão entre as lideranças evangélicas, cobra do Congresso respostas à condução do Supremo Tribunal Federal (STF) e denuncia o que consideram abusos institucionais.
Para o pastor e jornalista Gilton de Medeiros Vieira, da Primeira Igreja Batista do Lins, no Rio de Janeiro, os atos revelam a resiliência da base bolsonarista. “Esses atos mostram que a liderança de Bolsonaro permanece relevante e que seus seguidores continuam firmes. Se o objetivo era demonstrar que a militância está viva, ele foi alcançado. Agora, se era fazer o STF recuar, esse efeito parece não ter sido atingido”, afirma.
Em São Paulo, a Avenida Paulista voltou a ser palco da maior concentração, reunindo milhares de pessoas. No Rio, a orla de Copacabana foi tomada por fiéis, líderes religiosos e simpatizantes do ex-presidente, com faixas pedindo impeachment de ministros do STF e defendendo a liberdade religiosa e de expressão. Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios viu novamente um mar de bandeiras, dessa vez acompanhado por discursos inflamados contra decisões do Judiciário.
O pastor Rogério Rodrigues, advogado, Conselheiro da OAB e presidente da Comissão de Capelania da OAB de São João de Meriti (RJ), afirmou que os atos são uma resposta legítima. Para ele, as manifestações têm cumprido um papel importante ao mostrar que “o povo está atento e disposto a lutar por seus direitos”.
E completa: “As manifestações estão surtindo efeito sim, porque mostram que há um povo mobilizado, consciente e que quer mudança. Isso pressiona os atores políticos e acende o alerta nas instituições”.
Resposta legítima
O pastor Marcos Soares Gonçalves, da Assembleia de Deus Igreja da Família, em Pedra de Guaratiba (RJ), presidente do Conselho Nacional Cristão de Participação Política (CNCPP), vê nesses atos uma resposta legítima às decisões que vêm provocando insatisfação popular.
“Fazer barulho chama a atenção de todos os segmentos para o objetivo a ser alcançado. O que cala, consente. A reação popular mostra que há insatisfação real e necessidade de mudanças. Com a palavra, o Congresso Nacional”, pontua.
As manifestações também foram registradas em Salvador, Recife, Florianópolis, Manaus, Goiânia e cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto e Sorocaba. O destaque, segundo os organizadores, foi a capilaridade do movimento, pois em pelo menos 50 cidades houve protestos simultâneos, muitos deles articulados com o apoio de igrejas evangélicas e influencers conservadores.
Para o cientista político e dirigente da ADVEC Alphaville, em São Paulo, Gustavo Knauer, a movimentação nas ruas é elemento indispensável para a construção de pressão política real.
“Eu acredito demais que movimentações populares exercem grande pressão sobre parlamentares. No fim das contas, todos os agentes políticos precisam de votos e ninguém quer enfrentar povo na rua. O Judiciário não depende de voto, por isso a pressão precisa vir de forma indireta, via Senado”, explica.
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