O pastor e deputado federal Otoni de Paula reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou que perfis e canais bolsonaristas excluíssem quaisquer conteúdos associando Lula e o PT à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), bem como ao assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André (SP).


Apoiadores do governo se basearam em trechos de uma delação premiada do ex-publicitário Marcos Valério, apontado como articulador do esquema de corrupção que ficou conhecido no país como “Mensalão”.

Os trechos da delação foram revelados com exclusividade pela revista Veja, apesar da delação ter ocorrido há anos. Após a decisão de Moraes na segunda-feira (18), críticos do ministro, como Otoni de Paula, vieram a público para acusar o ministro de tentar proteger o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores.

“Mais uma do ditador da toga, protegendo seu candidato. Quem vinculou Lula ao PCC e a morte [sic] de Celso Daniel foi a delação de Marco Valério homologada pelo STF, diante de fartas provas”, postou o perfil oficial do deputado no Instagram, anunciando que iria excluir os conteúdos apontados como fake news.

“A tentativa de Moraes de calar Otoni de Paula é a prova de que ele está no caminho certo, da justiça e do direito a crítica e ao contraditório”, continua a crítica, cobrando em seguida equidade no tratamento de conteúdos ofensivos contra os presidenciáveis.


“Fica um questionamento: por que Moraes, tão preocupado com a disseminação de ‘Fakes News’ contra Lula, (e não são notícias falsas), não fez o mesmo com a esquerda que chamou e chama Bolsonaro de miliciano e genocida?”, questiona o perfil de Otoni.

O pastor Otoni de Paula já vem travando uma disputa judicial por causa de decisões proferidas pelo ministro Moraes. Em outra ocasião, o parlamentar afirmou que poderia ser preso a qualquer momento em decorrência das suas críticas ao magistrado.

Gospel +

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