Faz tempo que a oposição à Fátima Bezerra (PT) tenta construir uma chapa majoritária capaz de bater de frente com o projeto de reeleição da petista. Sabe-se que os esforços não surtiram efeitos e os nomes cotados têm patinado nas pesquisas de intenções de votos. A última aposta foi o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB). Contudo, até o momento, não há declaração pública do tucano sobre o tema. E os petistas argumentam que Ezequiel apoia e participa da gestão atual.

Supõe-se também, nos bastidores da política potiguar, que a oposição aguarda o resultado de uma pesquisa qualitativa encomendada com 18 grupos focais, para definir o nome que deverá enfrentar a gestora nas eleições de outubro. Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta quarta-feira 9, o presidente estadual do Cidadania, Wober Júnior, afirmou ter ouvido sobre a nova estratégia da oposição. “Soube que teriam contratado uma pesquisa. Aliás, nessa conjuntura é comum aparecer esse tipo de notícia. Quase sempre não é verdade”, declarou.

Para ele, a pesquisa teria melhor serventia caso fosse encomendada para descobrir quem é a oposição à Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte e não se limitar a escolher apenas o nome de um possível candidato. “Porque a gente tem que identificar quem é oposição no Estado e quem não é. Essa pesquisa teria melhor serventia”, destacou.

E questionou: “Outra coisa comum que acontece nessa época é ouvir: ‘eu vi uma pesquisa que disse isso e aquilo’. Mas, cadê a pesquisa? Mostre aí? Quando vem com esse negócio de pesquisa eu fico sempre assim e digo logo: ‘pesquisa eu só acredito quando eu vejo e leio, fora disso, eu não acredito em pesquisa alguma”.

Para Wober, no cenário atual, é difícil identificar quem são os oposicionistas. “Não sei quem é a oposição. Não sou oposição e não me reúno com esse povo. Analisando de fora, o presidente da Assembleia, que é muito meu amigo, é o único deputado que tem indicação no governo, são dois secretários. Como é que ficam dizendo que ele é oposição? É oposição ou é governo?”.

E continuou: “Se eu tivesse conversado com Ezequiel, até poderia entenderia a posição dele, mas faz muito tempo que a gente não conversa, acho que já está na hora, até porque o nosso partido fez uma federação nacional com o PSDB. É claro que a gente vai sentar e conversar, mas até agora não conversamos nada ainda”, afirmou.

Federação

Como o Cidadania e o PSDB estão federados em âmbito nacional, e isso refletirá no Estado, questionado sobre como o Cidadania se posicionará, caso o tucano embarque na majoritária da oposição, Wober destacou que é preciso dialogar.

“Temos que discutir qual é o projeto de governo? O que RN tem para melhorar? Como podemos melhorar as exportações? O que o Estado tem de política hídrica? O que vai ter no projeto de recuperação da grande massa de norteriograndenses que vivem com um salário abaixo da renda mínima? O que vamos fazer para contribuir e tirar esse pessoal da miséria? Como podemos explorar a nossa matriz energética? Sobre a educação e a saúde pública, o que vai fazer? Eu quero saber das ideias. Esses são os pontos que a gente deve discutir e não repetir ‘vai apoiar quem?’ e também saber qual é o significado da candidatura. Candidatura tem que ter significado, ideias. Se ela não tem, se for vazia, não tem sentido”, afirmou.

Informações Agora RN


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