A mais recente pesquisa circulando no mercado e que está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) foi bancada pela Televisão Novos Tempos (BAND/Natal) e executada pela Sensatus – Pesquisa e Consultoria, em 55 cidades, entre os dias 21 a 24 de fevereiro.

Enquanto o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves já se diz candidato a Senador da República na chapa encabeçada pela governadora Fátima Bezerra e a expectativa era de que a sua chegada na chapa somaria para impulsionar o nome da governante que quer renovar o seu mandato, a pesquisa não indica qualquer alteração na avaliação do quadro, enquanto que o próprio Carlos Eduardo teve os números de sua avaliação ligeiramente reduzidos em relação às pesquisas que circularam entre os meses de dezembro/21 e janeiro/22.

Na pesquisa Senatus/Band, na escolha de candidatura ao governo do estado espontaneamente o quadro fica assim: Não Sabe: 58,7%; Fátima Bezerra tem 21,1%; Ninguém/Branco/Nulo: 10,5%; Carlos Eduardo Alves: 4,5%; Não Respondeu: 2,6%; Styvenson Valentim: 1,7%; Benes Leocádio: 0,2; e os demais lembrados (Álvaro Dias, Ezequiel, Clorisa, Haroldo Azevedo, Luiz Fernando, Robinson Faria e Rogério Marinho): 0,1%.

Quando a pesquisa aborda as principais candidaturas já sugeridas (apenas Breno Queiroga não foi incluído na pesquisa estimulada), o quadro é este: Fátima Bezerra fica com 33,3%: Não sabe 21,6%; Carlos Eduardo Alves: 15,9%; Ninguém/Branco/Nulo: 13,7%: Styvenson: 9,2%; Benes Leocádio: 2,4%; Clorisa e Haroldo Azevedo, ambos com 0,6%.

Em outro quadro, quando se estimula com os prováveis candidatos, retirando o nome de Carlos Eduardo Alves, a preferência do eleitorado por Fátima Bezerra segue quase inalterável e vai para 36,6%; Não Sabe: 25,0%; Ninguém/Branco/Nulo 22,9%; Styvenson Valentim vai para 10,9%; Benes Leocádio fica com 3,9% e Não Respondeu: 0,7%. Nesse quadro, fica patente que o eleitorado de Carlos Eduardo não migrou para Fátima Bezerra.

No cenário para o Senado da República, ainda levando em consideração as 4 candidaturas de Carlos Eduardo, Jean, Rogério Marinho e Fábio Faria, o quadro ainda está completamente indefinido. Entre os 1.666 entrevistados, a opção por Não Sabe atingiu 33.8%; Carlos Eduardo ficou com 19,6%; Rogério Marinho obteve 10,1%; Jean ficou com 9,9% e Fábio Faria com 8,5%, sabendo-se que o ministro Fábio Faria desistiu de disputar o pleito eleitoral.

Numa simulação de disputa entre Carlos Eduardo e Jean, Não Sabe atingiu 37,3%; Nenhum/Branco/Nulo: 26,3; Carlos Eduardo: 25,0% e Jean: 10,7.

Retirando o nome do ex-prefeito de Natal para ficar a disputa simulada entre Rogério Marinho e o senador Jean, o quadro ficou assim: Não Sabe: 42,9%; Nenhum/Branco/Nulo: 30,2%; Rogério Marinho ficou com 13,5% e Jean com 11,8%.

Perguntado ao entrevistado se o ex-presidente Lula pedisse o voto para o senador Jean renovar o seu mandato, 29,2% disse que Poderia Votar e 22,3% afirmou que votaria com Certeza. Nessa mesma simulação foi perguntado se Bolsonaro pedisse para votar em Rogério Marinho: 21,8% Poderia Votar e 10,5% disse que votaria com certeza. Perguntado ao entrevistado se o candidato Ciro Gomes pedisse para votar em Carlos Eduardo, apenas 3,6% disse que votaria com certeza e 30,7% se manifestou dizendo que Poderia Votar.

Dentro do contexto geral, pode se afirmar que a presença de Carlos Eduardo na chapa de Fátima não produziu nenhum efeito positivo para a filha de seu Severino, ficando aí com a preferência de pouco mais de 36% do eleitorado, enquanto que o senador Jean se fortalece no caso de Lula, liderando as pesquisas para a Presidência da República, pedir voto para o petista renovar o seu mandato no Senado Federal. Resta saber se ao PT vai interessar um mandato originário do petismo no Senado ou ter um Senador de outro partido, no caso o PDT, para pular fora quando se sentir incomodado.

Túlio Lemos

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