O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), foi encarregado pelo ministro Rogério Marinho (PL) de fazer as últimas articulações para fechar a chapa da oposição a governadora Fátima Bezerra (PT). Uma conversa com o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), aconteceu nos últimos dias nas varandas da Praia de Tabatinga, onde Álvaro tem residência de veraneio.

Álvaro Dias foi sincero que fica na Prefeitura do Natal até dezembro de 2024, quando encerra seu mandato. O objetivo do prefeito hoje é fazer do filho, Adjuto Dias (MDB), deputado estadual e não repetir o erro político de 2018, quando Adjuto teve pouco mais de 28 mil votos, e ficou na primeira suplência. Com a ajuda do publicitário Alexandre Macedo, que cuidou das últimas campanhas de Carlos Eduardo (2016/2018) e também da reeleição de Álvaro, que venceu no 1º Turno, o convencimento foi iniciado.

Mesmo o PDT, onde nesta sexta-feira 21, Carlos Eduardo repercutiu a Convenção Nacional que lançou oficialmente a postulação de Ciro Gomes a presidência da República, o ex-prefeito vem sendo incentivado a disputar o Governo do Estado, pela terceira vez. Carlos já concorreu em 2010 e 2018, e perdeu em todas as vezes. “Essa missão de Álvaro Dias é para ser encerrada até fevereiro. Por isso que Carlos Eduardo anda analisando o quadro”, revelou uma fonte que acompanha as conversas.

Mesmo criticando o Governo Bolsonaro, já que é do PDT e faz oposição, Carlos Eduardo vem condicionando a possibilidade de concorrer a governador, sem usar palanque para Bolsonaro no Rio Grande do Norte, onde tem índices de rejeição e desaprovação maiores que o da governadora Fátima Bezerra (PT). O publicitário Alexandre Macedo também já defendeu a tese de não envolver a polarização nacional na disputa local, pois assim o PT iria rotular Carlos Eduardo de “candidato bolsonarista”.

Caso as articulações de Álvaro Dias caminhem para o sucesso, Carlos Eduardo seria alçado candidato ao Governo, tendo o deputado federal Benes Leocádio (Republicanos) de vice. Ele é visto como um articulador no interior, onde Carlos Eduardo não tem grupos. O ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB) também estaria ajudando o prefeito de Natal nas articulações, de olho em bases de Benes, que já foi seu assessor e coordenador da última campanha de Henrique, em 2014.

Caberia ao ministro Rogério Marinho (PL) a vaga de senador, caso decolasse até março, quando pela legislação teria que deixar o Governo Bolsonaro. Mas, Rogério discorda da tese que o palanque não podia fazer campanha para Bolsonaro, mesmo com o PL na chapa majoritária. O próprio Carlos Eduardo ficaria no PDT ou assinava a ficha de um partido de centro-direita. Tudo ainda nas bases das conversas.

Agora RN

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