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Cristãos são espancados após tentarem impedir ataque à sua igreja, na China



Cristãos na província de Hebei, no norte da China, foram brutalmente espancados por gangues contratadas pelo regime comunista depois que tentaram impedir que sua igreja fosse destruída.

A China Aid informou na quarta-feira que o ataque ocorreu na semana passada, depois que autoridades do Partido Comunista tentaram forçar a Igreja de Fuxing a assinar uma transferência da propriedade de suas terras para o governo, o que exigiria que a congregação se mudasse de sua localização atual. Mas por causa da baixa quantidade de compensação oferecida, os líderes da igreja se recusarem a aderir ao acordo.

A recusa teria enfurecido as autoridades comunistas que então contrataram membros de gangues para vandalizar a igreja. Os cristãos que trabalhavam dentro da igreja saíram para tentar impedir o ataque, mas foram espancados pelos criminosos.

Segundo um dos líderes da igreja, seu filho e um amigo foram agredidos inicialmente, quando estavam saindo de um restaurante.

"Na manhã de 29 de dezembro, meu filho e seu amigo saíam para comer e, quando terminaram de comer, saíram do restaurante. Sete ou oito gangsters os cercaram, os forçaram a sair do carro e os espancaram. Seu amigo ficou tão ferido que mal conseguiu abrir os olhos, sangrando muito e sua ponte nasal estava fraturada", disse um dos anciãos da igreja, que atende pelo sobrenome Han.

"A polícia saiu depois que eu relatei o caso, mas eles entraram em conluio com os gângsters. Nós fomos para a delegacia e registramos um boletim de ocorrência do incidente, mas nada foi feito sobre isso. No dia seguinte, vários anciãos da igreja procuraram as autoridades municipais, exigindo providências", acrescentou.

As queixas aos escritórios do governo local sobre os ataques, que resultaram na hospitalização de um número de cristãos que foram espancados, foram ignoradas pelas autoridades e até mesmo serviram como mais um estímulo aos aos membros da gangue para cometerem o vandalismo na congregação e perseguir os membros da comunidade cristã.

Han assegurou que a igreja continuará a defender seus direitos legais e disse que tem recebido apoio de cristãos em toda a região de Langfang.


Contexto
A China foi citada recentemente como um dos 12 países mais periogos do mundo para os cristãos, em uma lista elaborada pelo grupo de combate à perseguição religiosa 'International Christian Concern'.

"A China continua a reprimir o cristianismo e outras minorias religiosas em níveis nunca vistos, desde a Revolução Cultural de Mao. Mais de 2.000 cruzes e mais de 400 igrejas foram demolidas com inúmeros crentes encarcerados por serem meramente seguidores de Cristo", disse um relatório da organização "Hall of Shame".

O grupo observou que apesar da repressão do governo, o cristianismo continua a crescer na China. A nação mais populosa do mundo agora gera a expectativa de também ter a maior população cristã do mundo em 2030.

O Partido Comunista da China está ameaçado pelo prognóstico, disse a 'ICC', e se sente compelido a continuar dificultando a difusão da fé cristã no país.

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