quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

À CPAD, Bolsonaro diz que pede a Deus que “ilumine” o Congresso Nacional



A vitória nas eleições presidenciais após sobreviver a um atentado que por muito pouco não tirou sua vida foi um dos temas de destaque na entrevista concedida por Jair Bolsonaro (PSL) ao canal da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) no YouTube. O presidente eleito também falou sobre seu pedido a Deus para que Ele “ilumine” o Congresso Nacional na próxima legislatura.

Divulgada na última quarta-feira, 26 de dezembro, a entrevista foi gravada no dia seguinte à diplomação do presidente eleito, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde está instalado o gabinete de transição de governo.



Bolsonaro conversou com o pastor Silas Daniel, chefe de jornalismo da CPAD, e demonstrou ainda se emocionar ao lembrar do episódio: “Obviamente, você tem uma experiência com Deus”, disse o presidente eleito, referindo-se ao fato de que todas as circunstâncias após o atentado colaboraram para que ele se recuperasse.
Governo

O presidente eleito pontuou que se dedicou à escolha de nomes capacitados para as funções pois não irá centralizar o poder: “Quem vai governar não vai ser eu. Eu vou ser apenas uma pessoa que vai estar no comando. É como um maestro: o pessoal ali tem que tocar aquela música, e a música é a verdade”, afirmou, referindo-se ao lema de sua campanha, retirado do versículo João 8:32.

“Um país sem tecnologia está condenado a ser escravo dos que têm”, afirmou o presidente, referindo-se ao critério estipulado por ele para nomeações técnicas nos ministérios. “Alguns dizem que eu vou ter dificuldade para governar porque não negociei. Eu posso não ter a fórmula do sucesso, mas sei qual é a do fracasso: fazer exatamente o que os outros vinham fazendo até o momento”, acrescentou.


A fórmula adotada não prevê a cessão de cargos para que políticos nomeiem aliados. Essa prática foi adotada em todos os governos desde a retomada das eleições diretas, com um intensificação a partir dos governos FHC (PSDB) e Lula (PT). Assim, Bolsonaro tem fé que os parlamentares serão inspirados a atuarem de maneira republicana.

“Dependemos sim do Parlamento brasileiro. Peço que Deus ilumine os parlamentares e eles entendam que nós estamos no mesmo barco. Se eu fracassar, vai fracassar o Brasil, e quem voltará… eu acho que todos políticos sabem qual partido voltará para estar à frente dos destinos do Brasil. E o destino será o pior possível, como nós tínhamos a sinalização dos últimos treze anos”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista, o presidente explicou que “muita gente pensa que é imortal”, e disse que a facada o fez temer pelo pior: “Eu só não queria deixar minha filha órfã”, contou o presidente, antes de explicar porque colocou uma Bíblia ao lado de obras literárias sobre a mesa na transmissão ao vivo que fez logo após a divulgação do resultado das eleições. “A ideia de colocar [a Bíblia] – não estava espalhado na mesa – era dar um recado [sobre] o que nós seguimos. Eu costumo dizer – o meu slogan de campanha – Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Esse é o nosso sentimento, é a mensagem que a gente quer passar”.

Assista a íntegra:
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