sábado, 11 de agosto de 2018

Saiba o que os presidenciáveis pensam sobre aborto e violência sexual




Na noite da última quinta-feira, a Band realizou o primeiro debate entre os presidenciáveis de 2018 e se alguém esperava um clima de tensão e um circo armado, provavelmente se decepcionou um pouco. O que acabou ganhando destaque foram momentos como um debate sobre o aborto entre Marina Silva (REDE) e Guilherme Boulos (PSOL), o firme posicionamento bíblico de Cabo Daciolo (Patriota) e até mesmo um abraço entre os já bem conhecidos rivais, Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT).

Entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas, o candidato do PSOL expressou o seu já esperado apoio declarado à legalização do aborto, enquanto Marina Silva voltou a defender a realização de um plebiscito sobre o assunto e foi novamente acusada por muitos opositores à legalização de "ter ficado em cima do muro".

Já Daciolo surpreendeu ao repreender forças diabólicas no Congresso Nacional e invocar o nome de Jesus Cristo em pleno debate, assistido por milhões de telespectadores.

Jair Bolsonaro (PSL)

O candidato do PSL, Jair Messias Bolsonaro acabou ganhando destaque no debate, por refirmar o apoio de seus eleitores declarados e também por surpreender alguns críticos.

Chamado de "racista, homofóbico e machista" por Guilherme Boulos, Bolsonaro foi questionado sobre uma possível funcionária fantasma.

"Pensei que viemos aqui para discutir políticas públicas", disse Bolsonaro. "Eu não vim aqui para discutir com um desqualificado como você"

O candidato do PSL também falou sobre o combate à violência sexual e reforçou o seu projeto de lei que visa a castração química voluntária para o condenado requerer progressão de pena.

"Lamentavelmente, a bancada feminina de esquerda na Câmara é contrária a isso aí. Eu acredito que se aprovássemos isso, inibiríamos e muito a violência contra a mulher", disse.

Cabo Daciolo (Patriota)

Considerado uma das "surpresas" do debate por muitos sites da grande mídia, o ex-bombeiro militar Cabo Daciolo manteve sua postura, exatamente como o faz nas tribunas. Sempre com sonoros "Glória a Deus" em sua fala, o candidato do patriota citou a Bíblia em diversos momentos do debate e até mesmo, repreendeu poderes malignos do Congresso Nacional, ganhando ainda mais apoio de muitos evangélicos.

"Satanás, tu perdeste esta batalha! Saia do Congresso Nacional e saia da nação brasileira, em nome do Senhor Jesus Cristo!”, declarou.

Marina Silva (REDE)

Apesar de se declarar evangélica, a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva não se posicionou claramente contra o aborto e apoiou a realização de um plebiscito sobre o assunto.

"É um tema de natureza difícil, de natureza complexa. [...] O que queremos é planejamento familiar e educação para que a mulher não precise abortar", disse Marina.




Guilherme Boulos (PSOL)

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos tentou colocar a questão do aborto como uma política pública necessária, jogando ao SUS a responsabilidade para o SUS, além de tentar excluir homens do debate.

"Vai ser um tema do SUS. É muito cômodo negar o direito ao aborto às mulheres, e homens não assumirem filhos", criticou. "Ninguem é favor do aborto. Nós somos a favor da mulher decidir".

Geraldo Alckmin (PSDB)

Junto a Bolsonaro, Alckmin foi um dos mais acionados pelos outros candidatos e acabou se incluindo entre aqueles que invocaram o nome de Deus de alguma forma, em algum momento do debate.

Porém um de seus momentos de destaque foi quando, em resposta a Marina Silva, tentou justificar sua aliança com o "Centrão", que é a base do governo Temer, falando em pluripartidarismo no Brasil e acabou acusando a candidata em sua réplica.

"A candidata Marina saiu do PV, dizendo que era incompatível e fundou um partido novo, a Rede, que acabou se coligando com o PV", disse.

Álvaro Dias (Podemos)

O candidato Álvaro Dias acabou se destacando ao condenar empréstimos do BNDES a países que sejam governados por algum tipo de ditadura, como Venezuela e outras nações.

"Não permitirei que o BNDES empreste dinheiro a ditadores sanguinários para construir metrô na Venezuela", afirmou.

Ciro Gomes (PDT)

Conhecido por propostas um tanto "inusitadas", como sequestrar o ex-presidente Lula, seu destemperamento e ataques ferrenhos contra candidatos, como Bolsonaro e também ao juiz Sérgio Moro, Ciro Gomes chamou a atenção por estar mais "contido" neste debate.

Entre suas frases de destaque, o candidato lembrou que "A democracia é uma delícia, mas ela tem custo".

Henrique Meirelles (MDB)

O ex-ministro da Economia, Henrique Meirelles destacou não existe "fórmula mágica" para criar empregos, nem uma maneira forçada de fazê-lo. O candidado do MDB chamou a atenção para a "política econômica adequada".

"Ao contrário do que muitos aqui pensam, não se cria emprego no grito. Se cria emprego com a política econômica correta", destacou.

Guia-me

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