quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Temer recebe em mãos o documento positivo da audiência publica realizada em Grossos



Vereadora Clorisa Linhares entregou pessoalmente ao presidente o documento, que apresenta sugestões para as problemáticas enfrentadas pela indústria salineira potiguar

Na última quarta-feira, 27, a vereadora Clorisa Linhares esteve em Brasília, participando de encontro entre representantes do setor salineiro e da classe política potiguar e o presidente Michel Temer. Na oportunidade, a parlamentar entregou pessoalmente ao presidente o documento propositivo de audiência pública realizada em Grossos, apresentando sugestões para as problemáticas enfrentadas pela indústria salineira potiguar. Esses e outros pontos são destacados pela vereadora na entrevista abaixo. Confira:

Pergunta: Como a senhora avalia a agenda realizada em Brasília?

Resposta: Foi a primeira vez que um político de Grossos chegou a ter contato com o presidente da República. A viagem a Brasília eu avalio de forma muito positiva, uma vez que vi a união das lideranças do Rio Grande do Norte, independente de bandeiras políticos, o que foi fundamental na hora de se fazer o pleito diante do presidente. Estavam presentes governador, senador, deputados, prefeitos, vereadores, empresários, sindicalistas. Percebi um certo entusiasmo do presidente, pela forma como ele nos tratou e nos recebeu. Ao final até brincou, disse que iria colocar mais sal na sua comida, para ajudar os salineiros. Temer fez perguntas de forma objetiva, questionando, por exemplo, de que forma o decreto reconhecendo a atividade salineira como de interesse social poderia ajudar o segmento. Isso mostra o interesse pelo assunto.

P: O encontro com Temer foi um dos encaminhamentos da audiência pública que a senhora promoveu em Grossos, não foi isso?

R: Uma das reivindicações da audiência que o nosso mandato realizou em Grossos foi reunir a bancada federal para chegar até o presidente e apresentar o pedido de publicação do decreto de interesse social. Fica cumprido então um dos itens da audiência. Fico muito feliz porque o presidente disse que ia analisar o mais rápido possível o pleito. Importante frisar que existe um prazo, junto ao Ministério Público Federal, para assinar ou não o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê o recuo das áreas hoje ocupadas pelas salinas às margens dos rios.

P: Que outros pontos definidos na audiência já estão tendo sequência?

R: A apresentação de Projetos de Lei reconhecendo a atividade salineira como de interesse social, tanto em nível estadual quanto em níveis municipais. A deputada Larissa Rosado já apresentou esse Projeto na Assembleia. Nós já apresentamos e aprovamos em Grossos. Em Mossoró também já foi apresentado. Montamos também um Grupo de Estudos junto à Ufersa, para acompanhar a questão das águas-mães e os impactos da atividade salineira no meio ambiente e os impactos nas pessoas que também sobrevivem dos leitos dos rios, como pescadores e marisqueiras, grupo que inclusive já estivemos reunidos com ele, onde solicitamos dois nomes da categoria para inserção no Grupo de Estudos. Outra proposta apresentada na audiência foi a criação de Estações Ambientais, funcionando a exemplo da Estação de Requenguela, no Ceará, impulsionando o turismo. Após a audiência, também já tivemos notícia da criação da Rota do Sal, pelo empresário Tasso Rosado, e a doação de terreno, pelo senhor Herbert Vieira, da Cimsal, para criação do Museu do Sal. Iremos acompanhar de perto esses projetos. A audiência pública já está colhendo muitos frutos.

P: A senhora também chegou a entregar pessoalmente ao presidente o documento propositivo da audiência?

R: Sim, sim. Confeccionamos esse documento, que trata sobre a audiência, o que foi debatido e as sugestões propostas, onde consta o pedido de decreto de interesse social, as assinaturas das pessoas que participaram da audiência. Falei com Temer sobre o evento, o que foi sugerido, e entreguei toda a documentação em mãos ao presidente, destacando que estava sendo dada continuidade ao que foi proposto na audiência.

P: Outros pleitos também foram apresentados ao presidente?

R: Sim. O governador solicitou a reforma e ampliação do Porto Ilha, bem como a análise da questão da alíquota do sal chileno, que hoje tem isenção total e a gente não, prejudicando assim a concorrência, o nosso sal fica em desvantagem com o sal chileno.

P: Aproveitando a passagem por Brasília, a senhora também visitou alguns Ministérios, na companhia do deputado federal Beto Rosado, apresentando o projeto da Psicomotricidade Relacional. Fale um pouco sobre essas agendas.

R: Beto Rosado, aqui em Mossoró, se mostrou interessado no projeto da Psicomotricidade Relacional, e na ocasião já se colocou à disposição para agendar essas audiências nos Ministérios da Educação e Saúde. Fiquei muito feliz. Foram reuniões muito produtivas, e já saímos com orientações para tornar a metodologia reconhecida, por exemplo, no Ministério da Educação, para que qualquer escola que deseje implementar o método, possa fazê-lo. Beto também abraçou a causa no que diz respeito à criação da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) para todos os psicomotricistas. Já estamos dando sequência às orientações que recebemos nos Ministérios. Inclusive também visitamos o Ministério do Desenvolvimento Social.

P: Há a possibilidade também da realização de uma audiência pública, na Câmara dos Deputados, sobre a Psicomotricidade Relacional?

R: Sim. O deputado Beto vai tentar agendar essa audiência ainda esse ano. O evento servirá para explicar às pessoas sobre o que é a Psicomotricidade Relacional.

P: Qual a mensagem que fica dessa viagem a Brasília?

R: A união. Às vezes os políticos ficam perdidos na sua vaidade, egoísmo, e esquecem o papel que devem seguir, que é representar o povo, lembrando que a união faz a força. Com certeza se a vereadora tivesse ido lá sozinha, jamais teria conseguido sequer uma audiência com o presidente, mas na hora que vai toda a bancada federal, com empresários, sindicatos, mostra uma força e um poder que emana do povo. Que possamos ter sempre a humildade e nos unirmos quando o interesse for o bem da população, deixando interesses pessoais de lado.

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