terça-feira, 27 de junho de 2017

Padre Marcelo Rossi critica programação evangélica na TV


Em entrevista à Folha de S. Paulo, o padre Marcelo Rossi, o sacerdote católico mais famoso do Brasil, falou sobre diversos assuntos, inclusive casamento gay.

Uma das primeiras perguntas da entrevista foi a respeito dos dados do último Censo, quanto à diminuição do número de católicos e aumento do número de evangélicos no país.

“O número de católicos é enorme e o de padres, em relação aos fiéis, mínimo. Para formar um sacerdote são no mínimo sete anos. Um pastor se faz em três meses. A formação é mínima. E precisa ter acolhida. A pessoa vai à igreja, ela está fechada. Os [templos] evangélicos estão sempre abertos. E o uso da mídia. Você liga a TV, sempre tem coisa evangélica, pessoas que invadem horários e horários. É até exagerado”, respondeu.

Sobre a relação com a política, o padre também mostrou-se afiado.

“A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar.”

Marco Feliciano também foi citado na entrevista e criticado por Rossi.

“A partir do momento em que se diz um pastor, não dá para ser ao mesmo tempo um líder político. Acho importante ter uma bancada católica, como existe a evangélica. Mas não acho correto padre, bispo, pastor se candidatarem, porque aí estou transformando um púlpito num palanque.”

Finalizando a matéria, o padre deu seu posicionamento a respeito do casamento gay.

“A palavra de Deus é clara: Deus criou o homem e a mulher. A igreja acolhe o pecador, mas não o pecado. Não vai poder legitimar o casamento entre homossexuais. Mas acolhe com carinho.”

Gospel Geral

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