quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os Sonhos Sofríveis da Mulher de Pilatos. Mt.27:19 - Por Marlon Araújo


Pilatos estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa, protegido na Fortaleza Antônia e com grande contingente militar. Temia sempre por algum motim durante as grandes solenidades. Nesta festa da páscoa Pilatos teve de participar do julgamento de Jesus. A tentativa de Pilatos em livrar a Cristo das mãos dos chefes dos judeus não se caracterizava por bondade sua, mas queria evitar problemas e tumultos que certamente desagradariam ao imperador, que Pilatos representava. Como de costume sua esposa sempre o acompanhava à Jerusalém.
O Novo Testamenta só cita uma na descrição deste episódio, nada mais. Não possuímos detalhes da sua vida. Entretanto suas atitudes demonstram que ela possuía o temor de Deus. A literatura apócrifa, não oficial, escrita por Nicodemos apresenta a esposa de Pilatos com o nome de Cláudia Prócula, neta do imperador César Augusto. Nicodemos em sua narrativa afirma que ela era uma convertida ao Judaísmo, pertencendo à classe alta de mulheres da sua época. Por ser temente a Deus recebe a revelação de um sonho marcante, e dizer para seu esposo Pilatos que Jesus, “Rabi da Galiléia” era um homem justo.
Pessoas que recebem revelações divinas através de sonhos na Bíblia encontramos várias. A história de José do Egito, com o Rei da Babilônia, Nabucodonosor, com José, esposo de Maria. Entretanto a mulher de Pilatos teve um sonho especial relatado pela Bíblia. Confirma-se mais uma vez que os sonhos de Deus são importantes. Eles se cumprem e levam os homens a decisões importantes.
Podemos imaginar que a esposa de Pilatos ajudou a influencia-lo a ver que os principais dos judeus tinham motivos de inveja. Mostrando a Pilatos da esperança de Israel na chegada de um Messias que seria rei dos judeus, e que aquele era precisamente o tempo referido nas Escrituras para a sua vinda entre o seu povo. Talvez ela tenha mostrado a Pilatos para não condenar a Jesus. Talvez por tudo isto Pilatos só tenha mandado flagelar Jesus. Que no final de tudo, Pilatos, tenha lavado suas mãos num gesto simbólico de desaprovação daquela condenação.
Ela não se omitiu e em Mateus ficou registrado o seu sonho de sofrimento com o “justo Jesus de Nazaré na Galileia”. Não sabemos se sua esposa se tornou cristã. Não sabemos como foi a sua vida e se acompanhou a ressurreição de Jesus. No evangelho, entretanto ficou registrada a sua palavra ao marido “sofri e tive pesadelos por causa desse justo”. Deus lhe confiou uma revelação de mostrar a inocência de Jesus. Ela cumpriu sua missão em anuncia o que recebera do SENHOR. 
Pilatos era duro e inflexível. Tomou decisões brutais na Judeia. O povo de Israel não gostava dele; entretanto Pilatos deixou uma pergunta no Ar, que alcançou todas as gerações depois dele. Que fareis de JESUS, chamado o Cristo? É certo que ele lavando suas mãos publicamente e dizer-se inocente daquela morte não isentaria da sua resposta para a eternidade. 
Você já respondeu a Pergunta de Pilatos? Que farei de JESUS, chamado o CRISTO?  

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