quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Onda de violência: Minas registra terceira depredação de igrejas em quatro dias



Uma onda de violência contra templos cristãos no país tem chamado a atenção dos líderes e assustado fieis. Templo pichados, depredados e bens destruídos são o retrato do início de uma perseguição mais acirrada as cristãos no Brasil por causa de sua posição conservadora bem definida no processo eleitora que culminou na vitória de Jair Bolsonaro.


Onda em Minas

Mais uma depredação ao patrimônio cultural e religioso de Minas foi registrada em Minas Gerais. Desta vez, o crime aconteceu em outro templo católico, na Igreja São José, em Ituí, na zona rural de São João Nepomuceno, na Região da Zona da Mata. O templo religioso foi invadido e a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi quebrada. A Arquidiocese de Juiz de Fora acredita que o ato tenha sido cometido por intolerância religiosa. O registro do boletim de ocorrência será feito ainda nesta terça-feira. Este foi o terceiro caso de vandalismo somente nos últimos quatro dias.

O crime aconteceu no último fim de semana, mas só foi descoberto nessa segunda-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da arquidiocese de Juiz de Fora, duas pessoas chegaram na igreja e notaram uma das portas arrombadas. Eles fizeram uma varredura no local e verificaram que nenhum objeto foi furtado.Imagem foi encontrada caída no chão e danificada (foto: Arquidiocese de Juiz de Fora / Divulgação)

Porém, encontraram a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, que ficavam em um andor, jogada no chão. A peça ainda estava enrolada em um pano amarela e com um terço preso. A parte debaixo se desprendeu, e com o impacto. Os danos deixaram vários cacos da imagem espalhados pelo chão da igreja.



A arquidiocese de Juiz de Fora informou que vai registrado o boletim de ocorrência ainda nesta terça-feira sobre o caso. A hipótese levantada é de um ato por intolerância religiosa. O invasor ainda não foi identificado.

Onda de violência

Esse foi o terceiro ato de vandalismo ao patrimônio cultural e religioso em Minas Gerais. Na madrugada de domingo, em São João del-Rei, um estudante de psicologia, de 21 anos, natural de Jundiaí (SP), se tornou suspeito de ter subido na porta da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de 1732, e quebrar um anjo barroco em pedra-sabão e outros adornos que compõem a entrada do templo. O imóvel está localizado na Praça Deputado Augusto das Chagas Viegas, no Centro Histórico.

No sábado, em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, a imagem centenária de Nossa Senhora das Graças, de origem francesa e feita em gesso, se transformou em cacos quando um jovem de 18, aproveitando que o templo estava vazio, entrou na Igreja de São Sebastião e puxou do altar lateral a peça de 1,20 metro de altura. Na noite anterior, a mesma pessoa foi acusada de quebrar vidros do Posto de Saúde da Família (PSF) do Bairro Alto do Guarani, na mesma cidade.

Templos evangélicos na mira

A greja Assembleia de Deus da cidade de Moreno, na Grande Recife (PE), amanheceu pichada nesta segunda-feira (29) com frases contra o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Palavras ofensivas, palavrões e frases de apoio ao PT mostravam o descontentamento do grupo com o resultado das urnas. Na lateral da igreja, o grupo ainda escreveu: “Lula livre”.
A igreja preferiu não emitir nota a respeito do ocorrido.

Ao longo da campanha eleitoral, várias igrejas evangélicas foram alvos de depredação, pois muitos líderes religiosos resolveram apoiar Bolsonaro como candidato. Os grupos contrários a ele, não satisfeitos, resolveram atacar as igrejas.

A destruição de bem cultural protegido é crime previsto no art. 62 da Lei 9605/98. Os autores da infração estão sujeitos a pena de reclusão de um a três anos de prisão, e terão que pagar multa. Além disso, têm a obrigação de restaurar o bem danificado.

JM Notícia

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