domingo, 2 de setembro de 2018

Silas Malafaia é chamado de coronel violento por pastor Henrique Vieira



O pastor Silas Malafaia foi alvo de duras críticas do também pastor Henrique Vieira, durante um debate sobre a interferência da religião em movimentos artísticos, que aconteceu no Parque Lage, onde a polêmica exposição do Queermuseu está hospedada.Silas Malafaia é chamado de “coronel” por pastor Henrique Vieira.

Semanas atrás, Silas Malafaia entrou com uma representação no Ministério Público, através de sua Associação Vitória em Cristo, para pedir que seja permitida a visitação à exposição do Queermuseu apenas pessoas maiores de 18 anos. A justiça atendeu o pedido e vetou a mostra para menos de 14 anos, mas depois voltou atrás, e acabou permitindo a entrada livre no espaço.


No debate “Crenças e Manifestações Religiosas”, o assunto foi abordado na exposição, contando com a presença de religiosos de vários credos, além de intelectuais. Dentre eles estava o pastor Henrique Vieira, que é de Niterói (RJ) e milita pelos direitos humanos há algum tempo. Ele já foi vereador de sua cidade pelo PSOL, e sempre deixou claro sua discordância da forma como outros líderes religiosos, em especial Silas Malafaia e Marco Feliciano, tratam de questões sociais e polêmicas.

Na ocasião, Henrique voltou a criticar os pastores: “Existe um segmento perigosíssimo, pró-fascismo brasileiro, que tem poder político e é assumido isso. E vem com força aí no Congresso, no Legislativo, no Judiciário, na Mídia. Isso existe. Tudo que Malafaia, Macedo e Feliciano querem é que nós (pastores esquerdistas) sejamos vistos como hereges ou exóticos. Malafaia é um coronel, é um cara perigosíssimo. É questão de caráter ali. Ele é violento”, afirmou.


Ao Pleno News, o pastor Silas Malafaia disse que não iria responder os comentários do pastor Henrique, a quem classificou como sendo um “caluniador”. Ele também utilizou suas redes sociais para criticar a decisão do desembargador Fernando Foch, que na última terça (21) desmanchou a decisão que atendia o pedido da ADVEC para barrar a entrada de menores de idade na exposição. O magistrado considerou que havia evidentes violações à liberdade de expressão artística na proibição.

Tadeu Ribeiro
tadeuribeiro@portaldt.com

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