sábado, 29 de setembro de 2018

Lideranças evangélicas expõem razões para se manifestarem em apoio a Bolsonaro



A pouco mais de uma semana para as eleições presidenciais, diversas lideranças evangélicas vêm se mobilizando para expressar publicamente seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Um dos pontos destacados é que o capitão do Exército é o único em condições de vencer as eleições que abraça os valores cristãos e a luta contra o aborto.

O pastor Samuel Câmara foi um dos que se posicionou de maneira mais aberta, recentemente. Presidente da Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB), e líder da chamada “Igreja-mãe” da denominação, em Belém (PA), Câmara afirmou que o país está contagiado por uma onda a favor de Bolsonaro.



De acordo com informações do portal JM Notícia, Câmara reuniu mais de mil obreiros da denominação num espaço de eventos, como forma de manter a neutralidade da igreja no assunto. “Fazemos nossa reunião em local neutro, jamais na igreja. Precisamos obedecer às leis como mais uma forma de exercer cidadania”, afirmou.

No encontro, debateram e analisaram o contexto político do Brasil, e a conclusão foi que é hora de guinada. Câmara relatou, durante sua fala, que esteve em Roraima e Amazonas e notou que o povo da região já aderiu ao nome de Bolsonaro.

A mesma postura foi expressa pelo pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), líder da bancada evangélica no Congresso Nacional. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado federal destacou que essa é a hora para que os cristãos tomem uma posição clara em apoio a Jair Bolsonaro.


“Meus irmãos e amigos, o Brasil está em uma encruzilhada. Por mais que as pesquisas sejam questionáveis, está muito claro que se desenha um quadro de polarização. Não é uma questão de voto útil apenas, trata-se da escolha entre quem pode fazer mudanças e quem quer afundar o país de vez numa crise”, afirmou Takayama.

Destacando que Bolsonaro não é o “candidato perfeito”, Takayama afirmou que é importante que o país não regrida neste momento: “O PT governou o país por 13 anos. Ganhou em 2002, 2006, 2010 e 2014. A mudança começou em 2016, quando tivemos o impeachment de Dilma, resultante de sua incapacidade de gerir o Brasil. Eu fui a favor de seu afastamento porque estávamos a um passo de nos tornarmos uma Venezuela”, recapitulou.

Nesse contexto, o pastor pontuou que essa é a eleição mais importante desde a retomada das eleições diretas para presidente: “Vejam bem o que Lula dizia antes de ser preso. Eles querem o controle de imprensa, o que significa uma censura. Falam em avançar o país, mas seus modelos são o cubano e o regime de Maduro. O plano de governo desse pessoal atingirá em cheio o futuro da nação. Pregam o dividir para conquistar e, pior de tudo, lutam contra a família e pela erotização das nossas crianças. Jamais vamos concordar com isso”, destacou.

“Estou com Bolsonaro por motivos muito simples. Eu o conheço da Câmara e muitas vezes votamos juntos pautas que defendem os valores cristãos que acreditamos. Ele, assim como eu, defende a liberalidade econômica. Precisamos de um Estado menor, enxuto, ágil e sem espaços para corrupção e o toma lá, dá cá”, concluiu.

Áudio

Outro que se manifestou a favor de Bolsonaro foi o apóstolo Rina, líder da igreja Bola de Neve. Ele fez uma declaração durante uma reunião, como uma “manifestação pessoal”, explicando os motivos que o levam a rejeitar os partidos com ideologia de esquerda, com destaque para a perseguição religiosa.

O longo áudio inicialmente foi compartilhado em grupos de WhatsApp atribuindo a declaração ao padre Marcelo Rossi. Posteriormente, a assessoria do líder evangélico confirmou que tratava-se realmente de uma declaração de Rina.

“A gente transforma uma nação com oração, mas também com consciência na hora de votar”, disse Rina, recomendando o voto em candidatos “honestos e ficha limpa”.

“Está na hora de renovar”, afirmou Rina, acrescentando que Geraldo Alckmin (PSDB) tem flertado com ideais de esquerda, assim como Marina Silva (Rede), que “falou em não se posicionar” e aceitou um “maconheiro” como candidato a vice. Por fim, o apóstolo declara que Bolsonaro “é o único que a gente vê com força para romper… ele representa aquilo que eu acredito”.
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Em outros casos, há pastores que estão reunindo fiéis para explicar suas decisões em relação às eleições presidenciais, e assim como outros líderes de maior expressão, têm declarado seu voto.

Um dos casos que circula com força nas redes sociais é o do pastor Wesley Thomaz, da Igreja Evangélica Nova Aliança com Deus, em Porto Velho (RO), que justificou seu voto dizendo que deseja eleger pessoas compromissadas contra a ideologia de gênero.

As declarações do pastor geraram dúvidas sobre a possibilidade de que sua declaração tenha descumprido a legislação eleitoral vigente no país. Confira no vídeo:
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