sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Vereadora Carla Dickson sugere linha de cuidados na saúde mental de Natal



A vereadora Carla Dickson (PROS), juntamente à Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal, visitou o Hospital Universitário Onofre Lopes, em Petrópolis, e constatou a necessidade da criação de uma linha de cuidados especializada na área de saúde mental no Município.

“Após ser atendido com urgência nas UPAs e é estabilizado, o paciente é enviado para casa. Depois que isso acontece aonde ele vai continuar a ser atendido?”, questionou Carla. “É preciso que haja um atendimento de saúde mental nas UPAs, e quando o paciente não puder ser tratado a nível de unidade básica de saúde, que possa ser referenciado a um especialista de modo a ter seu tratamento garantido, porque hoje isso está muito confuso. O paciente chega à UPA e precisa ficar renovando a receita, mas isso não é papel da UPA”.

De acordo com Carla, a Comissão de Saúde da Câmara de Natal vai realizar uma audiência pública e chamar os coordenadores na saúde mental de Natal, do Rio Grande do Norte, os coordenadores de residência médica na área de psiaquiatria, tanto do Hospital Onofre Lopes quando do Hospital João Machado, além do coordenador da residência médica em medicina da família.

“Foi observado que em nosso concurso abriu vaga para dez psiquiatras. Vamos pedir um levantamento para saber quantos psiquiatras trabalham na rede hoje para sabermos se é o suficiente. Frente ao elevado e crescente numero de suicídios e de pessoas com transtornos como depressão e bipolaridade, é necessária uma linha de cuidado envolvendo todos os três níveis de referência do SUS”, explicou Carla.

A parlamentar, candidata à deputada federal neste ano, citou, ainda, uma ideia do vereador Preto Aquino (Patriota) para criar um rodízio de atendimento de psiquiatras nas UBS dos distritos de Natal.

Ela aproveitou também para levantar a problemática de que até pouco tempo atrás o Onofre Lopes era urgência de porta aberta para oftalmologia. Hoje, a urgência é restrita. “O paciente demora muito para ser atendido. Ele tem que ir ao Walfredo Gurgel e os casos mais graves são atendidos no dia seguinte. Isso é bom porque o Onofre Lopes só recebe os casos mais complexos. Só que queremos ampliar um pouco esse atendimento oftalmológico tendo em vista o aumento no numero de pacientes com glaucoma e retinopatia diabética hipertensiva”, concluiu.

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