sábado, 30 de junho de 2018

“Não vote em políticos que são a favor da legalização das drogas”, pede campanha



O Movimento “Brasil Sem Drogas”, que se define como apartidário, tem um histórico na luta contra a drogadição no país. Fundado em 2014, seu primeiro desafio foi enfrentar uma sugestão de projeto de lei do Senado, cujo relator era o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) visando a regulamentação do “uso recreativo” da maconha.

Com um trabalho ativo no Congresso Nacional, o movimento atualmente coordenado pelo Dr. Roberto Lassere, participou de todas as audiências públicas e ajudou a arquivar essa proposta legislativa.


O trabalho não parou por aí. “Temos atuado na busca de esclarecer a sociedade dos males causados pelas drogas ilícitas e as lícitas e socialmente aceitas como o álcool e o cigarro. Também visamos desconstruir a falsa concepção da ‘maconha medicinal’, deixando claro que a única substância com efeito terapêutico presente na cannabis, formalmente testada, é o canabidiol que serve como anticonvulsivante. Para as demais nada foi comprovado”, explicou Lassere ao Gospel Prime.

Ele lembra ainda que o Movimento vem realizando seminários e campanhas com foco na prevenção nas escolas. Num país de dimensões continentais, essa é uma tarefa difícil.Campanha Brasil Sem Drogas

A evangélica Teresinha Neves, advogada que trabalha com o Brasil Sem Drogas em São Paulo, acredita que deveria haver um maior engajamento das igrejas nesse sentido. “Seria bom que houvesse mais envolvimento das igrejas, com seminários e palestras de prevenção nos templos. A igreja pode fazer a diferença, por isso gostaríamos de ver um envolvimento de líderes cristãos nessa luta”, afirma.

Neves lembra que existe alguns deputados federais que estão engajados nesse movimento, com destaque para Gilberto Nascimento (PSC/SP). Mas nessa época de campanha eleitoral, Brasil Sem Drogas deu um “passo adiante”, apelando claramente para que as pessoas não votem em políticos que são favoráveis da legalização das drogas.

“Tudo passa por Brasília”, lembra a advogada, “há tentativas contínuas no Congresso de legalização das drogas e do aborto, por exemplo, por enquanto estamos vencendo, mas depois de outubro o quadro poderá ser outro”.

Ela pede que os cristãos se engajem na campanha pois isso tem influência direta no futuro do país. “O clamor que eu faço aos pastores e irmãos é que abram-se mais às mobilizações, vamos falar sobre prevenção às drogas nos cultos. O Brasil Sem Drogas está aberto a parcerias com os interessados, basta nos procurar. Nós somos bons para oferecer recuperação, com muitos ministérios mantendo clínicas e centros de recuperação, mas a Igreja pode fazer mais na área preventiva, inclusive nos ajudando a pedir que os eleitores não votem em políticos que defendam a legalização das drogas, do aborto ou dos jogos de azar”.

Ao mesmo tempo, Lassere defende que, antes de escolher os candidatos para o próximo pleito, os eleitores deveriam se preocupar com a posição deles em relação a esse assunto. “Muitos já falam abertamente, mas tentamos alertar a sociedade brasileira para que não votem naqueles que forem a favor. Sabemos que o uso de drogas causam graves males físicos e mentais aos usuários e suas famílias”, encerra.

Mais informações sobre o “Brasil Sem Drogas” podem ser encontradas em www.facebook.com/movimentobrasilsemdrogas

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