domingo, 19 de novembro de 2017

Universidades se tornaram fábricas de ateus, alerta padre Reginaldo Manzotti



As universidades brasileiras, em especial as públicas, se tornaram redutos de militantes da esquerda, entusiastas de filosofias que se opõem ao conservadorismo e tradições religiosas, com muitos professores desempenhando um papel de doutrinadores ideológicos. Com esse cenário, o padre Reginaldo Manzotti classificou essas instituições como verdadeiras fábricas de ateus.

Em uma entrevista concedida ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, da Paraíba, o padre fez considerações a respeito dos posicionamentos políticos da Igreja Católica e o resultado das abordagens resultantes da chamada teologia da libertação.

“A Igreja teve um papel muito grande na própria formação do PT. Hoje o criador não reconhece a criatura, mas, talvez fruto disso, a CNBB tem pedido e eu tenho também incentivado, que tem que haver uma reforma política completa, estrutural. Não é maquiar a política”, ponderou.

O sistema político brasileiro, que permite o uso da máquina pública para a perpetuação de grupos partidários no poder, também foi criticada: “Faz anos que a discussão em Brasília não é tentar governar para o povo, é tentar lutar para manter a pessoa na cadeira. Isso não é política”, reclamou.

Em resposta aos críticos da suposta omissão da Igreja Católica em relação aos escândalos de corrupção, Manzotti afirmou que “a Igreja está se pronunciando, sim”, ressaltando o compromisso com a ética e o cuidado com o povo.


“Aqueles que foram citados roubando jamais terão meu voto. Se já tiveram, me arrependo, e nunca mais votarei. Esqueça-os. É um momento de renovação e a melhor renovação acontece nas urnas. É isso que nós acreditamos”, prosseguiu o padre, abrindo espaço para se pronunciar como cidadão.
Ideologia de Gênero

Manzotti avaliou a famigerada ideologia que projeta o gênero como uma construção social começa a incomodar a cúpula da Igreja Católica, também pelo fato de haver pressão contra a postura conservadora dos religiosos.

“Uma coisa é você acolher a pessoa que tem uma orientação homoafetiva. Outra coisa é você aceitar união do estado civil, outra coisa é você equiparar essa união à união de homem e mulher. Gente, tudo bem, as pessoas estão com a filosofia bastante complicada. Hoje, o maior problema nosso é a educação. Mas não dá para você equiparar, e dizer que é a mesma coisa em grau, gênero e espécie”, afirmou, antes de ironizar a ideia de um “terceiro sexo”.
Ateísmo

Destacando suas convicções como sacerdote cristão, o padre afirmou que existe um movimento espiritual para destruir o corpo de Cristo. Nesse sentido, ele apontou que as universidades se transformaram em um campo ideológico que poderia ser chamado de “fábriaca de ateus”.

“Essa batalha que quer destruir a Igreja. Eu sempre digo que o diabo é igual a uma vespa africana. Não dá mel, faz duas grandes cachopas, uma embaixo da cama do casal e outra embaixo do altar. Estamos vivendo um momento que tira toda segurança das pessoas… Existe uma batalha para deixar as pessoas sem referência. Isso não é bom. Eu me preocupo demais. Essas ideias vão entrando e depois a pessoa vai perdendo a identidade de quem ela é”, concluiu.

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