segunda-feira, 17 de abril de 2017

Tardin diz não reconhecer resultado da eleição da CGADB e dispara críticas contra processo eleitoral



O ex-candidato à presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), pastor Cícero Tardin, presidente da Assembleia de Deus Alto Piriqui –PR, quebrou o silêncio na tarde desta segunda-feira, 17, pós eleição da CGADB que aconteceu no último dia 09 de abril em entrevista ao site gospel JM notícia. A eleição segue suspensa por decisão da Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


De acordo com Cícero Tardin, a CGADB passou por cima da justiça brasileira ao dar continuidade ao pleito eleitoral da entidade, sendo que havia uma decisão da juíza Angélica dos Santos Costa (Processo nº 0084255-87.2017.8.19.0001), determinando a suspensão do pleito.


“Nós não reconhecemos o resultado da eleição CGADB e nem o pastor Wellington Júnior como presidente da nossa Convenção; a eleição está suspensa. Precisamos ser submissos às leis brasileiras, e o que a CGAB, a Scty e a Comissão Eleitoral fez foi uma afronta a justiça do nosso país, ultrapassando todos os limites legais da moralidade“, disparou Tardin.

LIMINAR – Segundo a magistrada, ao não permitir que o interventor judicial assumisse o comando das eleições no dia da eleição (09), (Dr. Márcio José de Oliveira Costa) e a inclusão de 10.479 inscrições declaradas irregulares, foi observado que o fumus boni juris (Fumaça do Bom Direito) foi constatado, sendo necessário intervenção judicial.

CRÍTICAS – Tardin criticou ainda a Comissão Eleitoral pela divulgação de um resultado ilegal, segundo ele: “Como podem divulgar um resultado ilegal como sendo oficial? A justiça determinou o cancelamento de 10.479 inscrições e a Scty fez a inclusão destas inscrições no dia da eleição”, disse Tardin.

AGUARDANDO – Tardin disse ao JM Notícia que aguarda ainda esta semana a decisão final da justiça do estado do Rio de Janeiro e espera que novas eleições aconteçam em breve, e agora, com interventor judicial conduzindo o pleito.

ENTENDA

Mesmo com ordem judicial, a eleição aconteceu normalmente até às 18 horas do dia 09 de abril. Após esse horário, a CGADB postou no site oficial da eleição, que a mesma estava suspensa por determinação judicial até segunda ordem, no entanto, depois das 21 horas, a CGADB e a CPAD News divulgou a revelia e em total desrespeito a justiça brasileira, contrariando, nove liminares em pleno vigor resultado extraoficial, afirmando que o candidato Wellington Júnior é o novo presidente da CGADB. A CGADB é a maior convenção de ministros evangélicos do país, com um total de quase 90 mil.

DEMANDAS JUDICIAIS

Está não é a primeira vez que a CGADB desrespeita a justiça brasileira. A entidade em 2016 chegou a ser multada em mais de 10 milhões de reais por descumprimento de ordens judiciais, proferidas pela Justiça do Estado do Amazonas.

Após ter perdido a eleição em 2013, Samuel Câmara ajuizou ação junto à justiça, para que a CGADB apresentasse comprovantes de inscrições dos ministros. Pastor José Wellington se recusou a fazê-lo. Sendo assim, a Justiça do Estado do Amazonas determinou multa diária no valor de R$ 50 mil reais. A liderança da CGADB decidiu não cumprir a sentença e o caso continuou nos trâmites judiciais, até o acordo que envolveu Câmara e José Wellington Bezerra da Costa, em julho de 2016.

Ao JM Notícia, o pastor Gesiel Oliveira, pastor no estado do Amapá, disse que poderá haver novas eleições e o interventor deve assumir o comando da eleição da CGADB.


Pastor Samuel Câmara

Em sua rede social Facebook, pastor Samuel Câmara afirmou que foi impedido de ter acesso ao local da apuração. “Nós viemos aqui para participar da eleição e lamentavelmente a empresa Scty não deixou nem a gente chegar perto e mudaram tudo para aquele Hotel…e nem deixou a gente entrar… só tínhamos uma coisa a fazer… orar”.

JM Noticia

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