sábado, 19 de novembro de 2016

ELEIÇÕES CGADB 2017 (Votação online e suas implicações) - Por Robson Aguiar





No dia 16 de novembro, os candidatos à Diretoria da CGADB se reuniram na sede da instituição para tratar de assuntos referente as eleições.

Eu não estive presente por não ser candidato aos cargos oferecidos, mas tomei conhecimento por meio de fonte fidedigna que houveram embates durante a reunião e que a coisa esquentou por lá.

“Vocês estão pensando que os candidatos avulsos são moleques?”

Primeiro foi o sorteio dos números dos candidatos que se deu no início da reunião, Wellington Júnior ficou com o número 01 e Samuel Câmara com o número 03, daí alguém deu a ideia de que todos os candidatos do Wellington tivessem o número 01 e o do Samuel o número 03, formando com isso chapas. O presidente da Comissão Antônio Lorenzeti, acatou a ideia de pronto, isso acabaria com o sorteio, mas, o pastor Nilson questionou o presidente, dizendo que essa medida era inconstitucional e ante estatutária, pois não está previsto no estatuto, “chapa” para as eleições da diretoria da Instituição. Também se levantou o ex adjunto da CGADB, reverendo Gessé Adriano e reforçou o que disse o pastor Nilson, acrescentando que os candidatos avulsos não são moleques e que se não fossem respeitados entrariam com uma ação judicial contra as Chapas. Diante do exposto, Lorenzeti recuou e voltou a fazer o sorteio.

“Muitas igrejas grandes farão votação em suas Sedes”

Outra questão levantada por um pastor ligado ao Samuel Câmara foi o fato especulativo de que muitos pastores presidentes convidariam seu convencionais para votarem na Sede regional, oferecendo inclusive café e almoço, para votarem nos mesmos computadores, facilitando com isso o assédio moral sobre os “subordinados”. (Famosos voto de cabresto)

Quanto a isso, o presidente da comissão eleitoral expressou-se dizendo que não tinha mecanismos suficiente para fiscalizar esse tipo de ato, ficando em cima do muro. Mas nesse ponto o pastor Samuel teria dito que Lorenzeti como presidente da Comissão eleitoral teria que emitir nota a todos os candidatos e convencionais sobre as regras que toca o processo eleitoral, inibindo atos dessa natureza, que o voto é secreto e individual, e não se deve votar em grupo.



“Cada Convenção tem suas regras”

Por último, o pastor Abiezer (advogado da CGADB) pronunciou-se sobre o assunto e disse que quanto ao tema, que cada convenção tem suas regras e votam de acordo com ela. Disse ainda que não podiam interferir se uma convenção quiser fazer voto em um polo, que devem deixar fazer.

Mas a palavra do Abiezer trouxe revolta aos participantes que começaram a bombardeá-lo com críticas, falando que ele era um mal exemplo, ao ponto que ele abandonou a reunião.

Meu comentário:

Em resumo, digo que a proposta da votação ser feita online e à distância facilitando a vida dos convencionais é muito boa, pois evita despesas desnecessárias. Contudo, parece que não se pensou no fato de muitos pastores serem analfabetos na área da informática e que tem dificuldades de manusear até mesmo aplicativos de celular.

Outra observação é quanto a deficiência na fiscalização, pois o Brasil é enorme e dificilmente se coibirá o voto em grupo, seja pequeno ou grande. Humanamente impossível.

Então o que fazer?

Mesmo correndo risco de “voto de cabresto” penso que o voto deveria ser sim, em polo. Só que com fiscalização. Representada por todos os candidatos, como acontece na eleição secular.

Sedes Regionais funcionariam como polo. E mesários e fiscais estariam presentes, inclusive com lista de presença. O que acontecia em um só lugar, seria dividido com várias Sedes.

Não consigo ver outra solução.

Robson Aguiar

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Como assim voto em grupo? Para votar é obrigatório ter um cadastro de CPF e uma senha que é enviada para um celular particular e previamente cadastrado.
    Além do mais, sendo ou não eleitores analfabetos, segundo consta das pesquisas realizadas pela Scytl, 62% dos votos coletados na simulação foram feitos a partir de um smartphone. Sobretudo, 60% dos pastores possuem mais de 60 (sessenta) anos. Aproveito e deixo em anexo o link da simulação. Só não acerta quem não tem interesse em saber como votar. Se quiser saber mais, acesse o site da CGADB.
    https://www.eleicoescgadb.org.br/#/mocklogin

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