sábado, 29 de outubro de 2016

‘Tumba de Jesus’ é reaberta após quase 500 anos, em Israel

Cientistas expuseram a tumba onde acredita-se que Jesus Cristo tenha sido sepultado, em Israel. A câmara fica dentro da Igreja do Santo Sepulcro, que está passando por reformas nos últimos meses, em Jerusalém.
O canal National Geographic informou que a laje em questão estava coberta por um revestimento de mármore, pelo menos desde meados do século 16.
“O revestimento de mármore do túmulo foi puxado para trás, e fomos surpreendidos com a quantidade de material de enchimento abaixo dela”, disse o arqueólogo Fredrik Hiebert, parceiro no projeto de restauração no túmulo de Jesus. “Vai ser a primeira análise científica em muito tempo, mas finalmente conseguiremos ver a superfície da rocha original em que, segundo a tradição, o corpo de Cristo foi colocado”.
Jesus foi crucificado pelos romanos por volta de 30 depois de Cristo, como os cristãos acreditam e seu corpo foi colocado sobre uma laje de pedra calcária em uma tumba, antes que Ele ressuscitasse dos mortos. As mulheres que vieram para ungir Seu corpo três dias depois de seu sepultamento descobriram que ele não estava mais naquela tumba.
A Igreja do Santo Sepulcro está atualmente passando por um projeto de restauração maciça, apoiado pelos líderes das três denominações religiosas que têm controle sobre o local – ou seja, os da Igreja ortodoxa grega, Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa Armênia.
O projeto de 3,4 milhões milhões de dólares irá primeiramente remover as camadas de fora do túmulo, limpá-lo e repará-lo, segundo os relatórios publicados pelos diretores do projeto início deste ano.
A laje onde acredita-se que o corpo de Jesus tenha sido colocado fica dentro de uma pequena estrutura dentro do túmulo, também chamada de edícula. Segundo o jornal Mail Onine apontou, este compartimento fica a algumas centenas de metros do local onde se acredita que Cristo tenha sido crucificado.
Os pesquisadores estão usando a reconstrução como uma oportunidade para estudar a superfície original do túmulo e como ele evoluiu como um importante ponto de veneração de muitos cristãos.
“Estamos em um momento crítico para a reabilitação da edícula”, disse Antonia Moropoulou da Universidade, que lidera o grupo de cientistas envolvidos na reforma.
“As técnicas que estamos usando para documentar este monumento único permitirá que todos estudem os nossos resultados como se eles próprios estivessem no túmulo de Cristo”, explicou.
O túmulo precisa das reformas há muitos anos, uma vez que sofreu graves danos após um terremoto em 1927. Os últimos esforços para restaurar o local têm recebido apoio de doadores notáveis, incluindo o rei da Jordânia Abdullah II, que deu cerca de 1,3 milhão para o projeto.
Guiame

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