terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ao receber prêmio pelo gol mais bonito do ano, brasileiro exalta a Deus e lembra Davi contra Golias


O atacante brasileiro Wendell Lira recebeu ontem, 11 de janeiro de 2016, o Prêmio Puskas, por ter marcado o gol mais bonito de 2015. A eleição, promovida pela FIFA, contou com a votação de internautas de todo o mundo. E no discurso, o jogador atribuiu o momento a Deus.
Essa é a primeira vez que o prêmio não é entregue a um jogador que atue em campeonatos de ponta. Quando Wendell marcou o gol, atuava pelo Goianésia, em uma partida do Campeonato Goiano, e quando foi indicado como autor de um dos gols mais bonitos, estava desempregado.
“Queria primeiramente agradecer a Deus por esse momento único na minha vida, de estar aqui, conhecendo grandes jogadores que são meus ídolos, e que eu conhecia só de videogame, e hoje estou podendo conhecer pessoalmente. Queria agradecer muito à minha família, à nação brasileira que votou em mim, à minha esposa e minha filha”, disse o jogador em seu discurso.
Na votação aberta – que reuniu mais de 1,6 milhão de votantes – Wendell teve 46,7% dos votos, superando jogadores famosos como Lionel Messi (eleito o Melhor do Mundo pela quinta vez), Carlitos Tevez e outros, de acordo com informações do portal Uol.
“Queria deixar uma passagem bíblica. Creio eu que quando Davi e Golias… quando Golias apareceu, todo mundo olhava para ele e falava: ‘ele é muito forte, grande, não tem como ganhar dele’. E Davi, quando olhou para Golias, disse: ‘Ele é muito grande, não tem como não errar’. É assim que temos de enfrentar os problemas diários da nossa vida e é assim que eu agradeço a todos. Muito obrigado”, afirmou, sob aplausos.
A vitória de Wendell Lira no Prêmio Puskas é simbólica, pois marca uma quebra de paradigma em relação aos palcos onde os gols mais bonitos são selecionados. “Antes dele, a honraria só havia sido dada a gols marcados em campeonatos de ponta. Foi na Copa do Mundo, por exemplo, que James Rodriguez trilhou seu caminho para ganhar a disputa no ano passado. O mais longe do topo que o prêmio Puskas chegou desde 2009, quando foi criado, foi o Brasileirão (com Neymar, em 2011) e o Campeonato Turco (com Stoch, em 2012)”, destacou a reportagem do Uol.


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